22 dezembro 2007

Alunos descontentes com Bolonha manifestaram-se ontem

Alguns alunos da Universidade do Minho (UM) manifestaram, ontem, o seu descontentamento face à forma como o processo Bolonha está a ser implementado na academia, e também face ao elevado custo das propinas no segundo ciclo. O protesto ficou marcado pela fraca adesão. Os alunos queixam-se das poucas explicações por parte dos órgãos superiores e acreditam que, com esta actividade, vão “obter alguma resposta por parte da Reitoria”, avançou Adriana Santos, aluna do primeiro ano do segundo ciclo de Ciências da Comunicação (CC) e uma das responsáveis pela manifestação.
O nosso mestrado não é integrado, por isso é que estamos a pagar este valor dos 1375 euros”, referiu Adriana Santos, revoltada com toda esta situação, já que “nunca ninguém explicou porque é que o mestrado da licenciatura de Ciências da Comunicação não pode ser integrado e por que é que os dos outros cursos, que existem na UM, são integrados”, acrescentou a estudante.
Adriana Santos considera que para acabarem com o descontentamento dos alunos minhotos, os responsáveis “podiam baixar esse valor [da propina de mestrado], já que repentinamente fomos obrigados a pagar essa soma avultada”. A também delegada de turma sabe que “nem todos os alunos têm possibilidades económicas para suportar esse custo”. “Não podemos ser meros bonecos que têm de acarretar medidas de cima”, protestou.
Santos disse, ainda, que caso os alunos queiram desistir do mestrado têm de “pagar 948 euros de propinas para ter acesso à carta de curso e ficar legalmente licenciados”. Tal é considerado pela aluna “uma estupidez”.
No entanto, a estudante explicou que a direcção de curso (CC) “sempre tentou salvaguardar as expectativas dos alunos e encontrar a melhor solução para todos”. Apesar disso, todas as “propostas que foram colocadas em cima da mesa acabaram por não poder prosseguir”. “A última proposta que tentaram foi que o mestrado fosse integrado e foi recusada”, rematou a estudante.
Ainda assim, a aluna da academia minhota acredita que o “espírito de Bolonha é algo bom, mas não da forma como foi aqui implementado”.
Manifestação marcada por fraca adesão
A manifestação convocada pelos alunos de Ciências da Comunicação contou com a presença e o apoio do Agrupamento de Intervenção e Resposta (AGIR) da UM. Ainda assim, a adesão foi baixa. Adriana Santos acha tal facto “uma situação inconcebível”. Deste modo, a aluna não sabe “até que ponto há moral para exigir se as pessoas não estão aqui a lutar”. A aluna considera que a fraca adesão deve-se ao “comodismo” dos alunos.
A Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) também não esteve presente na manifestação. Adriano Campos, aluno do terceiro ano de Sociologia, considera que “passaram dois anos e a AAUM foi irresponsável para com os alunos”. A “associação académica sabe os problemas que Bolonha acarreta”, pois foram “aprovadas em inúmeras Reuniões Gerais de Alunos moções de protesto em relação ao processo de Bolonha”.
O estudante declarou, ainda, que a associação da academia minhota tem tido “um papel de deixar andar, de ‘vamos ver’, ‘mandamos cartões ao ministro’”. “Nos momentos essenciais, em que os alunos se juntam e querem ver a sua vida resolvida, a AAUM está mais preocupada em comemorar os 30 anos da instituição - foi isso o que nos responderam”.
Segundo o aluno da licenciatura de Sociologia, “o movimento AGIR tenta criar o espaço que a AAUM não nos dá”. “Fomos completamente solidários com esta concentração, por acharmos que representa o desagrado e os problemas que os alunos têm vindo a enfrentar”.
“Bolonha é, no fundo, vender gato por lebre. Os alunos vão pagar mais para ter o mesmo e ainda mais problemas”, conclui o estudante, para quem o governo de Sócrates “não tem tido a mínima consideração para com os alunos, seja a nível de estudos, seja a nível de financiamentos”.

21/12/07Cidália Barros

19 dezembro 2007

MANIFESTAÇÃO, Não te cales!!!


Os colegas de Comunicação Social convocaram esta manifestação por estarem fartos de ser prejudicados. Todos nós sofremos já ou acabaremos por sofrer os mesmos problemas, vamos reenvindicar os nossos direitos!

APARECE E FAZ-TE OUVIR!!!

Manifestação, Bolonha já chega!!!


18 dezembro 2007

BOLONHA UM ANO DEPOIS!

Bolsas, RJIES, Propinas, RIAPA...


JOAQUIM FREITAS ROCHA
Professor Escola de Direito

DANIEL MARTINS
Estudante 2ºCiclo História


Debate – 4ª, 19 Dez, CP2-304, 16h30

17 dezembro 2007

16 dezembro 2007

11 dezembro 2007

Biblioteca do ICS não vai reabrir

A biblioteca do Instituto de Ciências Socias (ICS), encerrada durante o último ano lectivo, vai continuar fechada, segundo a decisão tomada pelo Conselho do ICS, na passada semana. Segundo o presidente do Instituto e docente da Universidade do Minho (UM) Moisés Martins, “a biblioteca não vai abrir mais, pois não há condições para a sustentar”.

A última funcionária da biblioteca do ICS reformou-se no passado ano lectivo, deixando o espaço sem responsável. O Reitor da UM, Guimarães Rodrigues, rejeitou a proposta apresentada pelo presidente do instituto, que apelava à substituição da antiga funcionária. O ICS não dispõe de verbas suficientes para contratar novos elementos, o que faz com que qualquer funcionário ou docente que saia do instituto “não possa ser substituído”, revela o Moisés Martins.
O orçamento da UM diminuiu, o que levou à redução das verbas destinadas às escolas da academia minhota. Para resolver este problema, Guimarães Rodrigues foi retirar às escolas verbas próprias, que não poderão ser repostas. “O ICS já não tem verbas próprias, porque entrou no orçamento geral para repôr o nivel do orçamento que a academia necessitava para pagar a funcionários e docentes”, explica o responsável.
“Retiraram-nos as verbas que foram acumuladas ao longo dos últimos trinta anos”, lamenta Moisés Martins, acrescentando que “estas verbas eram necessárias para resolver situações como esta”. A ausência de verbas próprias impossibilita a contratação de novos funcionários e docentes, pois o ICS “está sem dinheiro”, afirma Martins.
Torna-se, assim, difícil encontrar alguém na UM que possa assegurar o posto na biblioteca do ICS, pois não é permitido contratar um funcionário através de concursos externos. A biblioteca não dispõe de pessoal com uma formação adequada para responder às necessidades dos estudantes.
Rejeitada ideia de manter biblioteca com ajuda de estudantes
Entregar a responsabilidade da biblioteca do ICS aos estudantes é outra proposta com a qual Moisés Martins discorda, pois considera que estes não dispõem de qualquer tipo de formação para assegurar o bom funcionamente do espaço. “Não é só uma questão de assegurar uma presença, é preciso ter um conhecimento mais vasto”, indica, para depois completar: “trabalhar numa biblioteca é diferente de ir para um bar servir cafés”.

Houve uma fase de experimentação na qual, durante dois meses, dois alunos trabalharam na biblioteca do ICS, tentando prestar os mesmos serviços anteriormente assegurados. O período de demonstração veio mostrar que aquela “não era a solução adequada”, explica o docente.
Alunos contrariados com a situação
A Presidente do Grupo dos Alunos de Comunicação Social da Universidade do Minho (GACSUM), Cláudia Lomba, espera que a situação da biblioteca esteja a ser resolvida. “A biblioteca tem a bibliografia específica que nos faz muita falta para os trabalhos”, explica.
O GACSUM pensa apresentar uma proposta ao Presidente do ICS, em que alunos do núcleo ficariam na biblioteca. A aluna revela que todos os elementos do núcleo concordaram com a proposta, como uma espécie de “sacrifício para o bem geral”. O grupo pensa entrar ainda em contacto com os outros núcleos do instituto, para que também participem na iniciativa.
Cláudia Lomba percebe que a situação não seja simples porque é “necessário manter os serviços mínimos da biblioteca”. A estudante aguarda uma decisão por parte do instituto para que o material fique disponível ou no ICS, ou na Biblioteca Geral. “Não pode continuar assim, com o material fechado”, conclui.
O aluno do 1º ano de Arqueologia, Filipe Gueussier, tem a mesma opinião: tem sentido dificuldades em consultar a bibliografia da biblioteca do ICS. “As universidades devem promover o máximo de informação e conhecimento, o que não está a ser feito”, denuncia.
Para o aluno do 3º ano de Sociologia Adriano Campos, o encerramento tão prolongado da biblioteca não faz sentido. “O encerramento é mau para os alunos, para os professores e para a comunidade académica”, explica. O estudante acredita que o principal problema é o “individualismo sufocante” que existe na UMinho. “Nenhum problema é colectivo, é de cada aluno ou de cada escola”, critica.
Alunos e ICS de acordo: encerramento da biblioteca é lamentável
O aluno lamenta a situação, pois acredita que a biblioteca era “um espaço de excelência”, e tem sentido dificuldades na procura de bibliografia mais específica, como monografias de estágio e revistas de Sociologia. “É tudo uma questão de prioridades, faltam verbas para pagar uma funcionária, mas temos dinheiro para construir campos de golfe”, explica. Face à situação, Adriano Campos pensa que os alunos devem reivindicar os seus direitos: “deveriam cobrar os seus directores de cursos, os seus delegados de ano, a AAUM e a reitoria”.
Moisés Martins mostra-se insatisfeito com a situação, admitindo que “o instituto também está muito descontente com o modo como muitas coisas são tratadas na UM”. “Esta é a única saída, pois foi algo que nos foi imposto quando não houve mais nenhuma alternativa”, afiança o Presidente do ICS, mostrando-se solidário com o descontentamento dos alunos. “É uma situação triste, pois a biblioteca é o coração de um instituto”, conclui.

10/12/07Sylvie Oliveira em O COMUM-ONLINE

07 dezembro 2007

Estudantes do 2º Ciclo ainda sem bolsa de estudo






Processo de equivalências está a atrasar a atribuição dos subsídios
A situação não é nova, e já se arrasta há algum tempo: os alunos que frequentam o 2º ciclo - mestrado - de alguns cursos (por exemplo Ciências da Comunicação) da Universidade do Minho (UM), ainda não receberam o dinheiro da bolsa de estudo. Esta situação tem motivado queixas por parte dos estudantes visados, que, por terem os processos de inscrição e equivalência bastante atrasados, correm o risco de ter de esperar ainda mais algum tempo até receberem a devida compensação financeira. O ComUM foi falar com alunos e responsáveis, para tentar perceber a dimensão do problema.

A entrada dos Serviços de Acção Social. Foto: Francisca Fidalgo
Carolina Lapa estaria agora, em condições normais, no 5º ano de Comunicação Social. Com Bolonha, estará a frequentar o 2º ano do 2º Ciclo do (renomeado) curso de Ciências da Comunicação (CC). Estará, pois ainda não está inscrita nos Serviços Académicos (SA). “Fiz a única inscrição possível, que era inscrever-me no 1º ano do 1º Ciclo”, declara a aluna, que actualmente se encontra a realizar o estágio curricular. “Mudar de cidade, almoçar diariamente fora e pagar transportes públicos torna-se incomportável a um aluno bolseiro sem bolsa” queixa-se Lapa.
Quando foram divulgados os resultados das bolsas, a 30 de Outubro, a estudante foi surpreendida com o resultado: ‘Sem Inscrição nos SA’, era a informação disponível. “Fui aos Serviços de Acção Social (SAS) explicar que ia começar o meu estágio dali a um semana, com todos os custos que tal acarreta”, conta a aluna. Porém, a diligência de nada adiantou, já que apenas lhe foi dito para aguardar por novidades. “Pediram-me para ‘ir vendo’ a página dos SAS, estando atenta às novas listagens, que deveriam sair em breve com a situação regularizada – asseguraram-me que antes do Natal já teria bolsa”, revela.
“Saíram novas listagens, em Novembro. Desta vez, a informação relativa ao meu processo era ainda mais preocupante: ‘Indeferido’”, refere Carolina Lapa. O rendimento familiar da estudante não se alterou, apesar de a comunicação dos SAS prever indeferimentos a estudantes com a situação académica regularizada – nesse caso, pede-se mais uma vez para aguardar por nova publicação de resultados. Carolina Lapa é que já não pode esperar muito mais tempo. “Vou ter que pagar 140 euros pela carta de curso, para me poder inscrever, e a minha família tem dificuldades para fazer face a todas estas despesas”, desabafa.
Serviços de Acção Social declinam responsabilidades
Para Carlos Silva, administrador dos SAS, “não há atrasos nas bolsas”. Pelo menos, no que diz respeito aos serviços que dirige. “Só não pagamos as bolsas, e isto não é da responsabilidade dos SAS, quando o aluno não tem a situação académica em dia”, assevera o responsável, que admite que esta situação, na maior parte das vezes, “não tem a ver com a situação de facto do aluno, mas sim com alguns atrasos de situações como processos de equivalência”, da responsabilidade das direcções de curso.
O administrador faz ainda um levantamento dos casos mais 'bicudos' relativos às bolsas. “No caso dos mestrados, em que as inscrições são feitas em Dezembro, nós não podemos pagar a bolsa porque o aluno não se encontra inscrito no segundo ciclo”, refere, acrescentando que “nessas situações os alunos estão a receber muito mais tarde a bolsa do que os outros. Mas isso é algo que ultrapassa os SAS”, afirma.
Não é só o curso de CC que está a dar problemas. Segundo o responsável pelos SAS, há “um outro curso de mestrado, na área de Psicologia, que tem problemas em termos de inscrição”. Esses e os alunos de Comunicação, são, nas palavras de Silva, a excepção à regra: “foram os únicos alunos do segundo ciclo que apresentaram esses problemas. Mais de 200 alunos desse ciclo concorreram à bolsa, e à maior parte deles pagámo-la”, assegura.
Alunos são vítimas da gestão dos processos de equivalência de algumas Escolas
Então, o que está a causar os problemas nos cursos referidos? “Esta situação tem a ver com a gestão do processo ao nível das escolas. Há escolas que tratam do processo em Setembro, outras em Outubro, outras em Dezembro”, analisa Carlos Silva. De novo, o responsável declina responsabilidades, e garante que só não faz mais porque não pode. “Isto são coisas que têm a ver com a gestão da própria escola e não com os SAS. Se a escola tratar do processo em Setembro, nós pagamos as bolsas em Outubro, sem qualquer problema”, garante.
Os alunos não podem fazer nada. “A lei diz que um aluno do segundo ciclo tem 30 dias, após a inscrição, para entregar o processo [de candidatura à bolsa]. Teoricamente, se o aluno faz a inscrição agora, e se entregar agora o processo da bolsa, ainda está a tempo de o fazer”. Porém, “vai demorar mais tempo a receber a bolsa”. Apesar de tudo, Carlos Silva reconhece que a situação “não é culpa dos alunos, que acabam por ser vítimas dos atrasos”.
O responsável pelos SAS faz ainda questão de salientar que há excepções. “Há casos de extrema carência económica, e aí temos de salvaguardar os interesses do aluno – intervimos na situação e tentamos acelerar o processo”, informa Silva. Também nesses casos “o problema são as equivalências, algumas só concluídas no final de Novembro”. Neste ano de transição e adaptação ao novo modelo do Ensino Superior, o administrador lamenta não ter “mecanismos legais que permitam pagar a bolsa muito mais cedo. Quem acaba por ser mais prejudicado são os alunos”.

26 novembro 2007

Aparece e traz um amigo

O AGIR irá se reunir dia 28 de novembro, quarta-feira, as 17:00, o encontro é como sempre na entrada do CP2 da UM em Braga.

Todos que não se conformem com o marasmo reinante na UM e tenham boas ideias para por isto a mexer podem e devem vir partilha-las.

APAREÇAM!!!

24 novembro 2007

17 novembro 2007

Quatro universidades sem dinheiro para salários e despesas correntes


Há pelo menos quatro universidades públicas que não têm capacidade para pagar a salários e despesas correntes até ao final deste ano, situação que se pode generalizar a todas as universidades em 2008. A denúncia foi feita ontem (14/11) no parlamento pelo presidente do Conselho de Reitores. Seabra Santos acusa o Primeiro Ministro de não cumprir promessas e avisa que nem o orçamento da ciência poderá acudir as universidades, já que a maior parte das unidades de investigação científica contempladas pelo investimento público são de natureza privada.
Esta é a segunda vez numa semana que o Governo é atacado por Reitores, depois das declarações de António Nóvoa denunciando a falta de investimento nas universidades portuguesas.Numa audição na Comissão Parlamentar de Educação e Ciência, Seabra Santos afirmou que a transferência de verbas para as universidades tem vindo a diminuir de ano para ano de uma forma "assustadora", estando mesmo em causa o pagamento de salários e despesas correntes em 4 universidades até ao final deste ano:"Há pelo menos quatro universidades públicas, provavelmente cinco, que neste momento não têm garantia de pagar a totalidade das despesas de funcionamento, sem contratar ninguém, sem nenhum desvario e loucura, antes pelo contrário, com gestões rigorosíssimas, que não terão capacidade de pagar as suas despesas até ao final do ano", alerta.O Presidente do CRUP antevê a generalizaçãod esta situação em 2008. «Em 2008 todas as universidades públicas vão chegar ao ponto em que estão algumas em 2007». E acusa o Primeiro-ministro de não cumprir a promessa de não baixar o investimento nas universidades em 2008.Sobre eventuais compensações que as universidades possam ter nos seus orçamentos com o aumento de investimento do Estado nas áreas da ciência e da investigação, Seabra Santos diz que isso não se verifica, uma vez que a maior parte das unidades de investigação científica contempladas pelo investimento público são de natureza privada. «Às Universidades não chega dinheiro aplicado na investigação científica, porque não estão criados mecanismos que o permitam», explicou o presidente do CRUP.


Será a Universidade do Minho uma das afectadas?


"Se quisermos falar em termos de sub-orçamentação da Universidade para 2008, estaremos a falar na ordem dos 9 milhões de Euros." Reitor da Universidade do Minho em declarações ao UM-Dicas.

França: cresce a mobilização contra a lei Pécresse


Os estudantes franceses voltam a mobilizar-se, desta vez contra a lei da autonomia universitária aprovada pelo governo Sarkozy em Agosto, que acusam de promover a crescente privatização das universidades, o aumento das propinas e o risco de as empresas começarem a mandar nas faculdades. Já há cerca de 30 universidades bloqueadas pelos estudantes e pequenas manifestações realizaram-se ontem em Rennes, Toulouse, Lille, Perpignan, Aix-en-provence, Caen, Nancy e Paris.
Numa tentativa de apaziguar os estudantes, a ministra do Ensino Superior, Valérie Pécresse, autora da polémica lei, anunciou um aumento de verba para a habitação estudantil. Bruno Julliard, dirigente da Unef, declarou que a medida é de bom augúrio, apesar de insuficiente. "A primeira lição é que os estudantes têm razão de se mobilizar. Devem prosseguir e ampliar a mobilização para obter novas concessões." Julliard disse que cerca de 10 mil estudantes participaram já de assembleias gerais nas universidades.
O sindicato dos professores universitários Snesup acusou o governo de pôr em causa a própria ideia de um serviço público universitário democrático nos seus fins e na sua organização, e exigiu a retirada da lei.
Ontem, novas universidades decidiram o bloqueio total ou parcial: Paris X-Nanterre, Pau, a faculdade de ciências em Caen. Montpellier 2 votou o bloqueio a partir de hoje, e Lyon II, a partir de segunda-feira. Paris I (Tolbiac), ocupada na quarta-feira, foi fechada administrativamente pela reitoria.
As universidades de Rouen, uma parte de Tours, Nantes, Aix-Marseille I, Toulouse-II, Lille I e III, Rennes II, o departamento de letras de Caen, permanecem bloqueadas.
Grenoble, Metz e Brest votaram greve sem bloqueio. Outras universidades como Paris VI, Paris XII, Marne-la-Vallée, Nancy II, Nîmes, Strasbourg II, Evry, Besançon votaram o apoio ao movimento mas as assembleias não aprovaram bloqueio ou greve. Em Montpellier III, a assembleia aprovou a participação na manifestação convocada para 20 de Novembro ao lado dos funcionários.
Em Paris, mais de 500 jovens fizeram uma manifestação com faixas onde se lia "CPE on t'a eu, Pécresse on t'aura" (algo como "Derrotámos o CPE, vamos derrotar Pécresse"), "Retirada da lei Pécresse, solidariedade estudantes trabalhadores".




12 outubro 2007

Alunos vivem sem condições nas residências universitárias



Ao tornar os edifícios inabitáveis, as obras forçaram os alunos da RU Loyd Braga a instalarem-se provisoriamente nos blocos D e E da Residência de Santa Tecla: Alguns preferiram mesmo optar por viver temporariamente em casa de amigos, colegas de turma e familiares. Os incómodos causados foram bastantes, não só para os deslocados (pela distância que passou a separá-los do campus de Gualtar, forçando-os a adaptar-se a novos horários e novas despesas ou pelo incómodo que causavam aos que os hospedavam), mas também para os residentes em Santa Tecla, para quem foi mais difícil obter alojamento durante o passado mês de Setembro.

O problema aumentou exponencialmente quando, no início deste mês, se juntaram dois factores-chave: novos alunos e obras nas RU's (por términar e a iniciar).
Com a chegada dos novos alunos, o reduzido espaço ainda disponível em Santa Tecla não se mostrou suficiente. Isto porque as obras na RU Loyd Braga não estão ainda concluídas e os estudantes colocados nesse espaço foram forçados a permanecer em Santa Tecla. Além disso, começarão brevemente as obras nos blocos A, B e C desta residência, o que levou já à transferência de alguns dos habitantes destes blocos (maioritariamente alunos oriundos dos PALOP, Erasmus e bolseiros) para as camaratas do bloco E e para a residência WORLDSPRu. Estes alunos foram também prejudicados por esta solução, ao ficarem muito longe do campus ou ao perderem a sua privacidade tendo sido colocados numa camarata com mais oito pessoas.
A solução encontrada pelos Serviços de Acção Social da UM (SASUM) foi colocar os alunos da Loyd nos blocos de Santa Tecla que sofrerão remodelação (A,B e C) até estarem concluídas as obras de requalificação e estes poderem voltar a habitar a Rua Professor Carlos Lloyd Braga, da freguesia de São Victor.

Testemunhos de alguns alunos

"Quem circulasse nas redondezas da RU Santa Tecla durante o dia (e à noite) de domingo, dia 30 de Setembro, pensaria que o que via era uma revolução estudantil", refere uma ex-residente de Santa Tecla. Estudantes com sacos, mochilas e malas às costas mudavam os seus pertences de uns quartos para outros para que houvesse lugar para os novos residentes que chegariam no dia seguinte. Alunos, seguranças e funcionários do Departamento de Alojamento dos SASUM circularam entre os prédios do complexo residencial "até altas horas da madrugada, fazendo barulho e perturbando o sono de quem no dia seguinte tinha aulas", acrescenta. O mesmo cenário foi frequente durante quase todos os dias da semana.

"Quando cheguei com a minha colega de quarto, no domingo à noite" refere uma outra aluna "tinha um post-it sem assinatura em cima da minha cama pedindo­me que me mudasse até dia 1. Já láestavam as coisas de alguém, mesmo sem que nós tivéssemos saído. .Mandaram-nos para um quarto que também ainda estava ocupado e depois para um outro, no Bloco A. Os quartos não tinham sido limpos pelas funcionárias, nem o material normal nos foi distribuído, mas mesmo assim tivemos de nos mudar". À aluna, residente na RU Loyd, foi explicado que as obras se prolongariam "até dia 15 de Outubro, porque as obras já acabaram mas os painéis solares que lá foram colocados para aquecer a água não eram suficientes". Nos Blocos A, B e C existem 33 quartos individuais e IIg quartos duplos, que são apoiados, por piso, por casas de banho colectivas (8 duches e 8 WC), salas de estudo (uma por piso) e salas de estar equipadas de pequenas cozinhas por cada piso. No entanto, as condições são descritas como "miseráveis" e a falta de privacidade desagrada profundamente os estudantes.
Santa Tecla sem cantina
Além de todos estes factores, o descontentamento cresce pelo encerramento da cantina de Santa Tecla para requalificação do espaço. Por esse motivo, os estudantes vêem-se forçados a deslocar-se até ao campus de Gualtar em autocarro especial e a regressar do mesmo modo uma hora depois. O obstáculo é que, até agora, esse autoca-rro transportava os alunos residentes na RU Loyd para a cantina, agora encerrada, de Santa Tecla. Juntando os frequentadores de Santa Tecla e da Loyd, um autocarro não é suficiente para o transporte até Gualtar. A isto, acrescente-se o facto de que, por estes dias, o fluxo de estudantes que recorrem à cantina de Gualtar à noite é significativo, devido à realização de actividades relacionadas com a praxe, não sendo suficiente uma hora para deslocação e jantar. Alguns alunos queixam-se ainda de não terem sido informados da mudança dos horários no Circuito UM, provocada por este encerramento, e de não possuírem agora transporte para a RU após o final do tempo lectivo.

Contactados pelo ACADÉMICO, os SASUM não prestaram qualquer tipo de esclarecimento até ao fecho desta edição. A identidade dos alunos implicados nesta reportagem não foi revelada a pedido dos próprios.
JORNAL ACADÉMICO TERÇA 9/10/07

20 setembro 2007

Empréstimos, quem quer?

Um estudante do ensino superior que opte por contrair um empréstimo bancário garantido pelo Estado, no valor global de 25 mil euros para financiar a frequência num curso de cinco anos, e se decida pelo período máximo de desembolso - 10 anos - pagará 12 mil euros só em juros.
Entre aqui para simular quanto terá que pagar pelo seu crédito.
Destes, 3.500 terão que ser amortizados ainda durante os estudos e 1.400 no ano imediatamente a seguir.As contas resultam da utilização do simulador de crédito disponibilizado ao Jornal de Negócios pelo Santander Totta, um dos sete bancos que aceitaram assinar com o Governo, na passada sexta-feira, um protocolo de adesão ao Crédito para Estudantes do ensino superior com garantia mútua que estará disponível no ano lectivo que está prestes a começar.
No simulador efectuado pelo Santander Totta e que o Jornal de Negócios disponibiliza, há duas folhas de cálculo, consoante o prazo de duração do seu curso tenha três ou cinco anos. Para preencher tem os campos do montante do empréstimo (máximo de 25 mil euros) e a nota de curso, que se for superior a 14 valores traduz-se num juro mais baixo.A ideia central passa por deixar de ser necessário que o estudante, ou a sua família, sejam obrigados aprestar qualquer tipo de garantia junto das entidades bancária para terem acesso a um empréstimo bonificado que lhes permita financiar os estudos e a vida estudantil. Ou seja, através da criação de um fundo de garantia, é o próprio Estado que assume o risco de incumprimento. Por isso, o "spread" praticado pelos bancos é mais baixo. Mas, ainda assim, os juros não são de negligenciar.De acordo com o protocolo assinado por BPI, BCP, BES, Santander-Totta, CGD, Montepio Geral, Banif e Banco Comercial dos Açores, a taxa de juro máxima a aplicar nestes créditos bancários, cujo montante total não poderá ir além dos 25 mil euros - 5 mil euros ano -, irá resultar da aplicação da "swap" sobre as taxas juros, acrescida de um "spread" máximo de 1%.
Então vamos às contas.
Um estudante que tenha média de 12 valores e opte por pedir ao banco 25 mil euros para financiar um percurso académico de cinco anos, e decida amortizar o empréstimo no prazo máximo de 10 anos, terá que preparar-se para desembolsar quase metade do valor contratulizado só em juros. Mais propriamente, 12 mil euros. Deste montante, 3.500 euros vão ser pagos ainda durante os cinco anos em que está a estudar, 1.400 no ano logo a seguir, e o restante (32.000 euros) durante os dez anos seguintes quando se iniciar a amortização do capital em dívida propriamente dito.Também foram conhecidas sexta-feira as condições que vão limitar a aprovação do crédito. Isto é, apesar do Governo declarar a "universalidade do produto" em causa, a verdade é que este tipo de empréstimos vão estar vedados aos alunos que, não tendo rendimentos, assumam já um nível de endividamento no sistema bancário igual ou superior a 5 mil euros. Por outro lado, mesmo o aluno que tenha rendimentos não poderá contratualizar o empréstimo se o montante mensal das actuais prestações for superior a um terço do rendimento mensal.O ministro da Ciência e do Ensino Superior, Mariano Gago, explicou, citado pela Lusa, que quando o novo sistema de empréstimos estiver em velocidade de cruzeiro "deverá abranger um total de 30 mil estudantes".

23 julho 2007

Os donos do saber

O novo regime jurídico das instituições do ensino superior (RJIES) foi afoitamente aprovado pelo Governo Sócrates, com a conivência do PSD e votos contra da restante oposição. Um dos pontos centrais, origem da discordância entre o Governo e a comunidade académica, é a presença de elementos externos, no já de si asfixiante, conselho geral. Conselho geral, cuja estrutura vem demolir toda a mínima democraticidade académica existente, constitui-se como o órgão máximo da governação da universidade tendo na sua formação 30% de elementos externos às universidades. Superando, em numero e peso de decisão, os próprios estudantes.

Neste jogo, já à partida viciado, não será difícil imaginar quem serão os jogadores interessados em conquistarem um lugar de poder neste novíssimo paradgima de ensino, portanto, penso ser interessante vermos quem são alguns do altos apostadores.

Algumas Universidades, como a Universidade do Minho, possuem já um Conselho Estratégico formado em grande parte por elementos externos funcionando como "órgão de consulta e aconselhamento que visa assistir a reitoria na avaliação e promoção de oportunidades de intervenção da Universidade."Vale a pena vermos alguns do nomes presentes no Conselho Estratégico da Universidade do Minho:

A encabeçar a lista encontramos António Carrapatoso, administrador da Vodafone e presidente da Fundação Vodafone, a mesma que recentemente ofereceu um milhão de sms a UM (até agora ainda não recebi nenhuma) estando assente no acordo a "troca" de informação no plano das tecnologias de comunicação. Carrapatoso é um dos principais promotores da iniciativa "compromisso Portugal", grupo de empresários cujas propostas passam pelo despedimento de 200 mil funcionário públicos e o encerramento da actual segurança social. Segue-se António Marques, Presidente da Associação Industrial do Minho e Administrador do BIC (Grupo BES), Marques foi um dos promotores do recente jantar de apoio a Domingos Névoa, indiciado pelo caso BragaParques, realizado em Braga que teve, entre outras presenças, a de cónego Melo. Filipe de Botton é o senhor que se segue, administrador da multinacional Logoplaste, este individuo, com nobreza de nome e visto como empresário modelo, pertence também ao "compromisso Portugal. João Picoito, Membro da Comissão Executiva da Siemens Portugal e CEO do Grupo Siemens Comunicações em Portugal, entre mil e um cargos entre conselhos e associações empresariais, Picoito é autor do programa de cooperação Universidade-Empresa que consiste na cooperação avançada entre a Siemens e diversas Universidades Portuguesas, da qual já resulta a instalação na Universidade de Aveiro de um pólo de I&D da Siemens com 130 engenheiros portugueses. Encontramos ainda João Salgueiro, Presidente da SEDES e da Associação Portuguesa de Bancos, este ex-ministro de Pinto Balsemão é fervoroso defensor da banca Portuguesa, como no caso da injusta taxa de IRC paga pelo sector bancário. A fechar esta caricata e calamitosa lista encontramos ainda nomes como Leonor Beleza, Presidente da Fundação Champalimaud, Paquete de Oliveira e José Encarnação Conselheiro do Governo Alemão e da Comissão Europeia na área das tecnologias da informação.

O que vem acentuar o RJIES a está permeabilidade patente entre sector privado e ensino superior público? Podemos dizer que vem aprofunda-la, estrutura-la e autoriza-la. Serão os Carrapatosos e Marques que se sentarão nos órgãos de decisão das universidades, com direito a voto, suplantando os próprios estudantes. Poderão influenciar pedagógica e estrategicamente quer o funcionamento quer o futuro das Universidades Públicas.

Recusar este regime anti-democrático e contradizer a necessidade deste paradigma, aonde ensino se confunde com mercado, é uma tarefa premente. A luta esboça algum movimento, as Associações Académicas puxam a sua brasa; querem mais preponderância no conselho geral, secundarizando a presença dos elementos externos e a possibilidade das fundações privadas. Os alunos ainda com a ressaca dos exames arregalam os olhos, confusos, ao ouvirem o palavrão "regime Jurídico", enquanto Mariano Gago parece um Ministro fantasma entregue de corpo e discurso ao seu outro pelouro, a Tecnologia. Os movimentos estudantis, conscientes e activos vão mostrando a sua combatividade, Setembro será importante. O Combate ao RJIES deve ser forte e conciso, assim como é imperativo a desconstrução do discurso político e económico fatalista desta classe Governante que leva a deturpação do que deve ser um Ensino público, gratuito e universal.

15 julho 2007

Vale a pena ouvir

mms://62.193.240.114/esquerda/aconteceu36.wma

01 julho 2007

Ensino Público: Que o meu caixão vá sobre um burro, Ajaezado à andaluza…A um morto nada se recusa, Eu quero por força ir de burro.




Notícia PÚBLICO






Alunos protestam na Assembleia da República. Novo regime jurídico do ensino superior aprovado com votos do PS e abstenção do PSD.
«A proposta de lei do Governo sobre o novo regime jurídico das instituições do ensino superior foi aprovada na generalidade no Parlamento, com os votos favoráveis do PS, a abstenção do PSD e os votos contra dos restantes partidos.
O PSD justificou a sua abstenção como "um sinal e uma oportunidade" para o Governo adiar o prazo para aprovação final da lei. "O PSD vai abster-se na votação como um sinal e uma oportunidade para obter consenso, na expectativa de o rumo ainda se poder alterar", disse o deputado social-democrata Agostinho Branquinho durante o debate na Assembleia da República.
Manifestando a vontade do PSD em colaborar na elaboração de "uma reforma estruturante" do ensino superior, o deputado apontou o mês de Outubro como um prazo curto, mas suficiente para "formalizar o processo legislativo de forma a fazer o debate de forma séria".
Também o deputado social-democrata Pedro Duarte considerou que o prazo apontado pelo PSD pode ser cumprido. "É um prazo curto que nos vai fazer aprovar à pressa uma lei, mas que vai impedir a aprovação de uma lei precipitada, que crie instabilidade e com a ameaça permanente de poder vir a ser revogada quando houver uma mudança no Governo", disse. O Governo pretende fazer o debate na especialidade do documento hoje aprovado pelo plenário até ao final do mês do Julho.
A alegada pressa manifestada pelo Governo foi, de resto, um ponto de consenso em toda a oposição, com os comunistas a considerarem que a restrição dos prazos só pode ser entendida como "uma tentativa de silenciamento das opiniões críticas à proposta de lei do Governo", que são transversais a todos os partidos e aos vários parceiros do sector.
Na opinião do deputado do CDS-PP José Paulo de Carvalho, "o Governo iniciou uma desenfreada fuga para a frente, sem olhar consequências. Foi escolhido o final do ano lectivo e a altura dos exames para o debate final, o que é demais para ser mera coincidência". O deputado afirmou ainda, ironizando, que o Governo conseguiu de facto "gerar um consenso: da direita à esquerda, dos professores aos alunos, dos reitores aos sindicatos, do ex-presidente da República [Jorge Sampaio] a constitucionalistas, todos estão de acordo. Trata-se de uma má lei, péssimo regime e dano irreparável".
"Só é pena que não perceba que o consenso generalizado que gerou lhe está a exibir um claríssimo cartão vermelho", acrescentou.
Manuel Alegre e Vera Jardim preocupados com oposição generalizada
Esta oposição generalizada no meio académico contra a lei é também motivo de "preocupação" para o deputado do PS Manuel Alegre, que entregou uma declaração de voto, da mesma forma que o socialista Vera Jardim. Em declarações aos jornalistas, Manuel Alegre concordou que "deveria haver mais tempo para discutir" e disse-se preocupado com o facto de "todas as elites universitárias" estarem contra a lei, aconselhando o Governo a "uma atitude de maior prudência".
No encerramento do debate, o ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, reafirmou "total disponibilidade para o diálogo na especialidade e melhoria da proposta", à semelhança do que já dissera na sua intervenção inicial.
Na abertura da discussão na AR, Mariano Gago reconheceu a necessidade de ponderar todos os últimos contributos, mas reiterou que foi dado espaço suficiente para a discussão pública. "Gostaria de reafirmar a minha inteira disponibilidade para, em sede de apreciação na especialidade em comissão, analisar convosco todas as questões, designadamente aquelas identificadas nos pareceres já todos disponíveis", disse. "Estou convicto de que chegaremos muito rapidamente, se não a consenso integral, pelo menos à total clarificação das opções a tomar", acrescentou.
Em resposta, a oposição uniu-se nas críticas à proposta de lei, acusando o Governo de querer "liquidar" a autonomia universitária e silenciar a contestação com um escasso debate público.
Numa acesa discussão na Assembleia da República, os partidos da oposição tecerem duras críticas ao documento, considerando que o seu objectivo é apenas a governamentalização das universidades e institutos politécnicos.
A nomeação por parte do Executivo dos membros do Conselho de Curadores, que irá gerir as futuras fundações, foi um dos aspectos mais criticados pelos partidos, que contestam a presença de "olheiros do Governo" no interior dos estabelecimentos de ensino.
Fernando Rosas, do BE, afirmou que a proposta "é um gesto desgraçado e prepotente" e acusou o ministro da tutela de pretender impor o novo regime "pela força bruta de uma maioria absoluta".A alteração na forma prevista para a escolha do reitor — que deixará de ser eleito para passar a ser designado por um conselho geral — foi também duramente criticada.
Na resposta, o ministro disse que "a escolha do reitor passará a ser bem mais responsável" e idêntica às melhores práticas internacionais.
A proposta de lei foi aprovada na generalidade e baixará à comissão de Educação para discussão na especialidade.
Durante a votação, cerca de 30 estudantes universitários, presentes na galeria da Assembleia da República, levantaram-se e gritaram: "Não à privatização", tendo sido expulsos pela polícia.»

26 junho 2007

23 junho 2007

Comunidade académica portuguesa






1. A recente proposta do governo de um novo RJIES, constitui uma profunda alteração da concepção do sistema de ensino, quer da sua estrutura e modo de funcionamento, quer da sua natureza e função na sociedade em que vivemos. Pela sua importância, uma tal proposta deverá necessariamente obrigar à participação de todos os que constituem a comunidade académica: funcionários, estudantes, investigadores e professores. Em face do calendário adoptado pelo governo, que implica a discussão e aprovação do presente diploma legal no próximo dia 28 de Junho na AR, tal expectativa será completamente gorada. É inadmissível que o essencial da discussão tenha lugar durante o período de exames que antecede as férias de Verão, comprometendo de um modo decisivo a participação exigente e rigorosa de uma boa parte do corpo docente e da quase totalidade dos estudantes.


2. A gravidade do que está em jogo não se esgota na questão metodológica comportando, para além desta, um fundado receio de que a nova proposta de RJIES possa pôr em causa a autonomia das instituições de Ensino Superior, desvirtuando aspectos fundamentais da natureza plural do seu funcionamento. A colegialidade inerente à governação das universidades é substituída por um Conselho Geral, diminuindo drasticamente a representação e participação de estudantes e acabando na prática com a representação de funcionários não docentes. O CG terá no mínimo 30% de personalidades de reconhecido mérito externas à instituição, de entre as quais se elege o presidente deste órgão de gestão. Caberá ao CG definir as linhas estratégicas de orientação e gestão das universidades, incluindo competências de natureza científica, pedagógica e académica, como seja a abertura dum concurso público para nomeação do Reitor, que substitui o actual sufrágio pelos três corpos que compõem a universidade.


3. A possibilidade de transformação de Instituições de Ensino Superior Público em Fundações Públicas de direito privado, administradas por um Conselho de Curadores externos à instituição e nomeados pelo governo, remete fortemente para um quadro de governamentalização e empresarialização das universidades. Qual a verdadeira margem de manobra, em instituições de direito privado, para prosseguir linhas estratégicas de orientação em função de critérios que não sejam eminentemente economicistas? Que espaço para áreas não tecnológicas como as ligadas às ciências puras ou às ciências sociais? O Ensino Superior não pode ser tutelado pelos princípios de funcionamento do mercado. Pelo contrário, deve um serviço público fundamental para o desenvolvimento do país, integrado na administração autónoma do Estado, e regido pelo Direito Público


4. Por estas razões, os signatários apelam à Assembleia da República pelo alargamento do prazo de consulta e discussão da posposta do governo do novo RJIES, até início do ano 2008.



Assina a petição aqui


20 junho 2007

Centenas de professores contra gago

Contra as universidades transformadas em fundações e opositores de uma estrutura de órgãos que acabe com as actuais competências dos reitores, quase 800 professores do Ensino Superior já assinaram uma posição crítica da proposta de lei para o novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES). A petição será enviada em breve aos partidos com assento no Parlamento, onde a questão será debatida no dia 28, e a uma série de outras instâncias.Os professores Jorge Figueiredo Dias, Fernando Rosas ou José Manuel Portocarrero Canavarro são apenas alguns dos 783 nomes que, até ontem e desde há duas semanas, têm vindo subscrever a tomada de posição contra o RJIES proposto pelo ministro Mariano Gago. O projecto "contém vários aspectos negativos, e tão graves que merecem uma chamada de atenção pública por parte da comunidade académica, para que não venham a ser aprovados pela Assembleia da República", lê-se no documento elaborado fundamentalmente por um conjunto de quatro professores da Universidade de Coimbra."Não é uma revolução, é uma enxurrada", afirma João Sousa Andrade, professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e um dos quatro autores e dinamizadores da iniciativa. Tudo começou logo a seguir ao Conselho de Ministros de Évora, altura a partir da qual começaram a surgir versões do RJIES. "Fizemos tudo no sentido de obter uma posição dos docentes da Universidade de Coimbra, mas rapidamente a petição foi adquirindo um carácter nacional", confessa, admitindo que o objectivo é alcançar as 1000 assinaturas antes do dia 28."As pessoas começam a ficar assustadas e vão subscrevendo a petição", afirma Paulo Peixoto, presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior. Sousa Andrade diz apenas que o documento reflecte a preocupação dos docentes. Sousa Andrade considera que se está perante "uma lei anti-reitores", uma vez que acaba com esta figura nos moldes actuais, ao limitar-lhe os poderes, ficando a sua designação a cargo do Conselho Geral. Os subscritores defendem "o princípio da eleição livre através de sufrágio em que participem os três corpos que compõem a comunidade universitária". Segundo Sousa Andrade, a abertura do Conselho a personalidades externas à universidade levará ao bloquear das decisões, por ausência dessas figuras, "ou contratação de políticos no desemprego, tendo em conta a nova lei eleitoral".Quanto às fundações, consideram que o modelo é inadequado, arrastando perigos de perda da autonomia, de governamentalização (e até de partidarização) das universidades públicas.

17 junho 2007

A luta estudantil cresce no Brasil!


Depois da ocupação da reitoria da Universidade de São Paulo a 5 de Junho...
Blog do movimento de ocupação da USA

...os estudantes das Universidades de Espirito Santo e Rio de Janeiro juntam-se à luta.

Dia 15 de Junho - Estudantes ocupam a reitoria da UFRJ

Os estudantes da ufrj, nesta quinta-feira, ocuparam a reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ufrj). A ocupação é um protesto contra o Reuni (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, versão legal do "Uninova") e a reforma universitária.

Os estudantes exigem da reitoria uma audiência pública em que seja discutida uma pauta específica que inclui, entre outras reivindicações, a implantação do restaurante universitário, conhecido como ?bandejão?, a ampliação do transporte universitário e melhorias nos alojamentos dos alunos.

Segue abaixo o manifesto da ocupação:

Manifesto dos estudantes ocupados na reitoria da UFRJ

Movimento de ocupação da reitoria da UFRJ

Não é de hoje que a educação pública vem sendo sucateada no país. A partir da década de 90, os sucessivos cortes de verba têm precarizado cada vez mais as suas condições de ensino. O governo Lula, ao contrário do que muitos esperavam, vem aprofundando os ataques à educação desde o início do seu primeiro mandato. O projeto de Reforma Universitária encaminhado ? e em grande parte já aprovado via medidas provisórias ? se choca com a concepção de universidade pública, gratuita, de qualidade e com autonomia para produção de conhecimento crítico voltado para a redução das desigualdades sociais. Ou seja, é um projeto que privilegia a expansão do ensino privado em detrimento do ensino público.

Para coroar este processo antidemocrático o governo assinou em final de abril deste ano o decreto-lei do Reuni. Passando por cima do princípio da autonomia universitária, o governo institui a criação de cursos de três anos (bacharel em ciências da matemática e da natureza, bacharel em humanidades, etc.), contratação precarizada de professores e a instituição de uma variante da odiada aprovação automática que obriga as universidades a aprovarem pelo menos 90% de seus alunos ou perderem suas verbas. Isso tudo com o aumento de apenas 20% das verbas já destinadas às universidades. Só depois de completar estes bacharelados genéricos os alunos entrarão de fato em um curso de graduação, mas sua escolha estará condicionada ao seu desempenho nesta fase preliminar.

Na UFRJ, a implementação deste projeto tem sido feita a toque de caixa, sem qualquer debate com a comunidade acadêmica ? alunos, professores e funcionários. Por conta disso, os estudantes da UFRJ realizaram um ato no Conselho Universitário, exigindo um amplo processo de discussão no próximo semestre. Diante do descaso do conselho em relação às exigências dos alunos, foi decidida, em assembléia, a ocupação da Reitoria.

Reivindicamos:

Não ao Reuni! Por um amplo processo de discussão no próximo semestre.

Pela conclusão das obras do Bandejão do Fundão! Por bandejões em todos os campi.

Reforma e ampliação do alojamento estudantil da UFRJ.

Pela expansão e reajuste das bolsas estudantis.

Transporte interno mais freqüente e entre os campi.

Pela paridade nos órgãos colegiados.

Todo apoio à greve dos servidores e às ocupações estudantis em defesa da universidade pública!

Pela manutenção dos espaços dos Centros Acadêmicos do Centro de Ciências da Saúde.

Reforma e ampliação das Bibliotecas!

Contra a Reforma Universitária! Por uma universidade pública, gratuita e de qualidade!

Por tudo isso, nós, estudantes ocupados, exigimos uma audiência pública com o reitor Aloísio Teixeira. Convocamos todos os estudantes, professores e técnicos-administrativos a se unirem a nós em defesa da educação pública.

Notícia-Indymedia Brasil


Dia 15 de Junho - Estudantes ocupam reitoria da UFES

Cerca de 200 estudantes ocuparam ontem, 15 de junho, pela manhã a Reitoria da Universidade Federal do Espírito Santo, reivindicando a construção de uma moradia estudantil no campus.

Os/as estudantes manifestam seu repúdio à Reforma Universitária e a conseqüente privatização da Universidade. Projetos complementares da Reforma como o ProUni, a Lei de Inovação Tecnológica, o Universidade Aberta do Brasil (Ensino à Distância), o REUNI e o Universidade Nova também estão na pauta dos protestos.

A situação da assistência estudantil na UFES é precária, assim como na quase totalidade das Universidades Públicas brasileiras. Estudantes carentes não têm condições de concluir seus cursos por conta dos gastos que têm durante o período da graduação. O novo campus que será construído em São Mateus, interior norte do ES (parte do programa REUNI), não conta com Moradia Estudantil e Restaurante Universitário em seu projeto, estrutura indispensável, principalmente tratando-se de um campus no interior do Estado.

Não há perspectiva de desocupação. Os/as estudantes estão dispostos a resistir até que sua pauta de reivindicações seja atendida. O Reitor da Universidade, Rubens Sérgio Rasseli, não se encontra no campus.

Notícia-Indymedia Brasil

16 junho 2007

No Chile, a luta pela educação pública e gratuita volta ás ruas


Primeiro foram os alunos do secundário

Primero fueron los liceos mas emblemáticos de Santiago de Chile, los que levantaron nuevamente la voz , acompañados de la represión policial y ordenes de desalojos de alcaldes fascistas y del vicepresidente Velisario Velasco.
Hoy se sumaron 10 liceos, mañana cuantos mas?
Los estudiantes secundarios chilenos se sublevan nuevam
ente contra el gobierno de la concertación a un año de que el estado les ofreciera cambios en la educación después de masivas movilizaciones , y les entregaran soluciones parche, a un año de aquellos acontecimientos se levantan en tomas y paros contra los actores de la política chilena,suman mas reivindicaciones , rechazan la ley de responsabilidad penal,el plan de transportes transantiago la burla mas grande contra los Santiaguinos,y contra el parlamento y sus actores políticos que mantienen durmiendo el proyecto de ley que reforma la L.O.C.E la ley de educación que lucra y beneficia a los sectores mas acomodados del país, heredada por el dictador Augusto Pinochet .

Agora são também os estudantes universitários

Contra la educación de mercado!

Por una Educación Pública, Gratuita y de Calidad
!


Hace ya bastante tiempo que los estudiantes universitarios nos hemos encontrado con diversos motivos para movilizarnos, por ejemplo: Ley de Financiamiento, Ley de Acreditación, Estatutos de la U. de Chile, etc. Todas estas reformas tienen en común el vil objetivo de desligar completamente al estado de su responsabilidad financiera con la educación pública. Es de esta forma que la U ha tenido que recurrir al famoso autofinanciamiento para poder seguir existiendo, política que se traduce en una alza indiscriminada de aranceles, persecución y aumento descarado de intereses a los morosos, venta de patrimonio, venta de servicios a empresas privadas, etc. Este proceso ha sido impulsado y avalado por las autoridades universitarias y gubernamentales que ven en estas políticas la manera de convertir a la U en una empresa privada y lucrar de ésta forma con ella.

Hoy nos encontramos en " la cola" final de este funesto proceso, donde podemos ver que el gran compromiso del Estado con la educación superior se traduce en poco más del 10% de aporte fiscal directo; que nos están incrustando una reforma de pregrado que disminuye la calidad y tiempo al pregrado y fomenta los carísimos postgrados y sus investigaciones que se venden al mejor postor en el mercado; que se está vendiendo patrimonio de la universidad ( Artes centro, INAP, entre otros ) para sustentar estos proyectos de reforma del pregrado, como el polémico proyecto Juan Gómez Millas; que los funcionarios de la universidad se proyectan como estamento en vías de extinción debido a la progresiva externalización de servicios dentro de la U; que los docentes están viendo amenazados sus puestos de trabajo debido a la rigidez y fantasiosa carrera docente. Es ésta la grave situación en la que nos encontramos, una situación que de forma generalizada nos está dando un ultimátum antes de perder lo poco y nada de público que queda de la Universidad.

Y la burocracia de la FECh qué es lo mejor que cree que hay que hacer?
Instalar desde las alturas un petitorio construido según las conversaciones y trabajos previos realizado entre ellos y las altas autoridades universitarias. Petitorio que por lo de mas lo caracterizamos
de RATÓN .
, obstaculizador de la lucha que apunta hacia el problema de fondo y principal de todos los hechos irreprochables que nos están sucediendo, a los tres estamentos ( Funcionarios, Estudiantes y Académicos), y que se agravan a diario, petitorio que reivindica migajas en las actuales condiciones
donde ya no tenemos casi nada que perder.
Frente a esta situación declaramos lo siguiente:

• Se hace necesario generar la unión en la lucha de los tres estamentos contra todas las políticas avasalladoras que pretenden profundizar la privatización de la universidad pública, exigiendo el compromiso en un 100% del financiamiento hacia la educación pública por parte del Estado, de forma contraria sólo podemos sentarnos a observar cómo la U se convierte en otra empresa más.

• Debemos luchar por la real democratización de los espacios donde se toman las decisiones a través de una representación paritaria de los tres estamentos en los consejos de escuela, de facultad, senado universitario, etc. Sembrando el camino hacia el co-gobierno estudiantil. Si la universidad funciona y se desarrolla gracias a la acción de los tres estamentos, pues entre los tres también la conduciremos.

• Rechazamos el petitorio ratón de la FECh y hacemos el llamado a centrarnos en el problema de fondo que genera esta situación y que responde a las políticas privatizadoras de la educación en general. Para acabar con esta situación debemos apuntar a la lucha por una educación pública, gratuita y de calidad, tal como lúcidamente lo están realizando hoy los estudiantes secundarios.

Al no cuestionar las políticas arancelarias y de morosidad, exigiendo sólo el congelamiento de éstas, estamos aceptando que la educación es una mercancía qu
e debemos comprar; al no luchar por el trasfondo de la muerte de la Universidad Pública estamos aceptando su privatización; al no luchar por recuperar nuestros espacios democráticos en todo nivel, estamos aceptando la "dictadura" de las autoridades que han destruido a la Chile y a la educación pública; y al no salirnos de la lucha gremial de la Universidad sin atacar al sistema de mercado, privatizador y explotador en todos sus niveles, estamos finalmente asumiendo que ya no hay nada más que hacer.
Mais notícias podem ser consultadas em: Hommodolars-Grupo Autonomo de Contra-informação>

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15 junho 2007

Nós avisamos! - parte 2/ Vêm ai os "numerus clausus"


As instituições de Ensino Superior públicas e privadas passam a fixar anualmente o máximo de admissões e de estudantes inscritos em cada ciclo de estudos , em cada ano curricular e lectivo. Todas as novas exigências serão cumpridas pelas públicas mediante orientações prévias do ministro da tutela. O objectivo implícito liga-se com controlo do financiamento e do regime das prescrições que começará a produzir efeitos no próximo ano.

As novas orientações estão contidas no artigo 62.º da proposta de lei do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), que poderá ser levada muito em breve a Conselho de Ministros.

Na prática, muitas universidades públicas e privadas estão habituadas a fixar, isto é, propor o "numerus clausus" para o ano lectivo seguinte, limitando-se o ministro a assinar em baixo desde que os critérios legais fundamentais estivessem salvaguardados. Medicina é uma das excepções. "A Faculdade de Medicina do Porto tem uma procura enorme. No nosso caso, tem havido imposição do número de estudantes para além do que pretenderia a instituição. Se nos deixarem definir o número, melhoraremos as condições pedagógicas", afirma Agostinho Marques, director daquela Faculdade, alertando também para o poder de o ministro intervir nessa matéria. Medicina do Porto pretende, ainda assim, manter as 240 vagas deste ano.

O caso contrário passa-se com a Faculdade de Direito de Lisboa, um dos cursos mais procurados do país e onde a oferta é, desde há muito, considerada excessiva relativamente à procura do mercado. "As Faculdades é que fixam o número de novas admissões, sem qualquer controlo efectivo por parte do Ministério. Agora, essa fixação passa a estar condicionada às orientações prévias do ministro Também há uma alteração substancial no que se refere à fixação no número máximo de estudantes que pode estar inscrito em cada ciclo de estudos em cada ano curricular e em cada ano lectivo, fixação que não existe actualmente, refere Miguel Teixeira de Sousa,presidente do Conselho Direito da Faculdade de Direito de Lisboa.

"Nem se percebe bem o que se pretende. Será que as instituições de ensino passam a fixar, por exemplo, quantos estudantes podem estar inscritos no primeiro ciclo (ciclo de licenciatura) e quantos alunos podem estar inscritos no 2.º ou 3.º anos?", questiona Teixeira de Sousa.

A mesma legislação em vigor, resultante de uma série de diplomas avulsos publicados ao longo dos anos, acaba por ter duas leituras diversas. O Estado tanto impõe um número de vagas acima do que as instituições querem, caso da Medicina, ou "assina em baixo" quando se trata de um curso sobrelotado de alunos no contexto nacional. "Nos dois últimos anos lectivos, o numerus clausus foi de 550, tendo todas as vagas sido ocupadas. No entanto, esse número tem vindo a mostrar-se excessivo, pelo que para o ano lectivo de 2007/08 foi fixado um numerus clausus de 450", revela Teixeira de Sousa.

Notícia: JN

Dificuldades de Memória: Como enfrentá-las?

Todos nós já vivemos lapsos de memória ocasionalmente, e isto acontece com mais freqüência quando nos tornamos mais velhos. Quando estamos sob pressão ou tentando fazer muitas coisas ao mesmo tempo, é mais difícil nos concentrarmos, e então começamos a esquecer coisas ou confundi-las. Nossa memória pode ficar pior se nós não estamos nos sentindo bem ou mesmo cansados após um longo dia. Esses tipos de variações são perfeitamente normais.
Problemas de memória severos são muito mais óbvios e persistentes. Eles podem resultar de várias causas, por exemplo:
Traumatismos cranianos ou outros tipos de trauma no cérebro
Condições clínicas como a epilepsia
Diminuição da oxigenação no cérebro, por exemplo por causa de um ataque cardíaco
Infecções no cérebro, por exemplo encefalites causadas por vírus
Doenças neurológicas diversas
Depressão ou outros transtornos de humor
Déficits relativos a outras funções cognitivas, como o Déficit de Atenção

POIS É PAREÇE QUE ESTE GOVERNO TAMBÉM ANDA COM PROBLEMAS DE MEMÓRIA...

Constituição da República Portuguesa - Artigo 74.º(Ensino)

d) Garantir a todos os cidadãos, segundo as suas capacidades, o acesso aos graus mais elevados do ensino, da investigação científica e da criação artística; e) Estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino;

Artigo 76.º(Universidade e acesso ao ensino superior)

2. As universidades gozam, nos termos da lei, de autonomia estatutária, científica, pedagógica, administrativa e financeira, sem prejuízo de adequada avaliação da qualidade do ensino.

Artigo 77.º(Participação democrática no ensino)

1. Os professores e alunos têm o direito de participar na gestão democrática das escolas, nos termos da lei.

TALVEZ AQUI ESTEJA O XAROPE QUE ESTE GOVERNO ANDA A PRECISAR DE TOMAR...

Artigo 21.º(Direito de resistência)

Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.

14 junho 2007

Nós avisamos! - parte 1/ Governo acaba com bolsas de estudo para os mestrados


As bolsas de mestrado vão acabar no próximo ano.

Os custos das propinas a pagar para frequentar os quatros anos de formação necessários para exercer a profissão de economista vão disparar. O presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), João Sentieiro, confirmou ao DE que “as bolsas para dissertação de mestrado não estão actualmente a concurso”. A aplicação do processo de Bolonha “veio tornar a atribuição de bolsas para a dissertação de mestrado, que já era excepcional, ainda mais excepcional”.

Diminuem os apoios e os estudantes passam a pagar mais. Feitas as contas, os alunos terão que desembolsar mais do dobro das propinas, no 4º ano, para conseguir obter os 240 créditos necessários para se poderem inscrever na Ordem dos Economistas.

Para já, o Conselho de Profissão da Ordem emitiu “uma recomendação que exige os 240 créditos (o que corresponde a quatro anos de formação) como valor mínimo de formação superior”, revela ao DE Nuno Valério da direcção da Ordem. Como a licenciatura foi encurtada para três anos, com a aplicação do Processo de Bolonha, os estudantes terão que frequentar mais um ano para exercerem a profissão. Neste 4ª ano terão que desembolsar mais do dobro da propina média cobrada nos primeiros três anos do curso.

O ministro da Ciência e Ensino Superior garantiu que iria definir os mestrados em que as propinas não poderiam aumentar por serem necessários à empregabilidade dos diplomados. Mas até agora Mariano Gago não deu qualquer informação à escolas. Como as escolas tinham que abrir as candidaturas para estes graus, optaram por fixar livremente o valor.

O próximo ano vai ser o ano de todas as incertezas, com a generalização dos novos graus académicos. As escolas esperam uma redução do número de alunos a frequentar o 4º ano. Para minorar o impacto desta quebra das inscrições, as escolas estão a tentar que as instituições bancárias criem sistemas de financiamento para que os alunos possam responder a estes novos custos acrescidos. Para além de apelarem a uma intervenção do ministério. “Espero que haja bom senso do Governo para criar mecanismos de financiamento e apoio aos estudantes”, refere António Mendonça, presidente do conselho directivo do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG). Neste escola, a propina do 4º ano passou para dois mil euros, o dobro do valor cobrado nos três anos de licenciatura. Se completarem este quatro anos, os alunos passam a ter um diploma especializado que responde às exigências da Ordem dos Economistas, sublinha.

Um modelo que poderá ser generalizado. O futuro poderá passar “por uma formação de três anos de licenciatura a que se seguirá uma formação especializada que atinja os 240 créditos”, prevê Nuno Valério, responsável pela reflexão da Ordem dos Economistas sobre a nova estrutura de graus.

Mas a acusação de que a agenda secreta do Processo de Bolonha seria a de reduzir o investimento dos governos no ensino superior parece confirmar-se. Com o novo sistema, “os alunos têm que pagar o dobro das propinas para frequentar o mestrado e obter na prática os conhecimentos que se adquiriram na antiga licenciatura”, refere Raquel Valera, da Associação de Bolseiros de Investigação Científica (ABIC).


As intenções e a realidade no financiamento do 2º ciclo 1 - Intenção de baixar propinas de mestrado
O ministro da Ciência revelou em Abril do ano passado que pretendia baixar as propinas nos mestrados, “que passem a fazer parte da formação integral obrigatória de certas formações” para o valor das licenciaturas. (mentiu)

2 - Promessas de reforçar verbas para 2º ciclo
Mariano Gago, revelava ainda a intenção de “aumentar o financiamento do 2º ciclo de formação de forma a garantir um dos principais objectivos de Bolonha que é aumentar a percentagem de alunos que completa o mestrado”. (mentiu)
3 - Mestrados para empregabilidade mais baratos
Nos casos dos mestrados necessários à empregabilidade, as propinas serão fixadas pelas instituições, não podendo exceder a percentagem de 15% a 20% do custo por aluno, prometeu o ministro. (vamos lá ver o que vai acontecer, coisa boa não vai ser - preparem-se mas é para o aumento de propinas no 1ºciclo)

4 - Ministro promete anunciar os que serão financiados
Mariano Gago revela que irá anunciar a lista dos mestrados que terão custo controlado. Nesta lista estão os 2ª ciclos, mestrados, cuja frequência seja considerada necessária para o exercício de um profissão.

5 - Silêncio do Governo leva escolas a fixar o valor
Face ao silêncio do Governo, as escolas optam por fixar livremente o valor das propinas de mestrados , já que o tempo útil para os prazos de candidaturas estava a chegar ao fim. Caso não o fizessem poderia não haver mestrados em 2007/087.

Notícia retirada de Diário Económico e também pode ser consultada na Agência Financeira

13 junho 2007

Coimbra: cordão humano contra aumento de propinas


Cerca de 350 estudantes da Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC) fizeram um cordão humano contra o aumento de propinas no Instituto Politécnico local. Actualmente, os 1.749 alunos da ESEC pagam 650 euros anuais. A intenção anunciada é de fixar a propina única em 750 euros no próximo ano e 850 daqui a dois anos.
Segundo Laurindo Filho, presidente da associação de estudantes da ESEC, o Conselho de Gestão do Politécnico de Coimbra anunciou em Abril a intenção de aumentar as propinas para 750 euros, mas o Conselho Geral do Instituto, num parecer não vinculativo, "chumbou" a pretensão de estabelecer uma propina única para todas as escolas da instituição.
Além do cordão humano, os estudantes da Escola Superior de Educação afixaram faixas negras em redor da escola - em sinal de luto académico - e estão a recolher assinaturas para um abaixo-assinado contra o aumento das propinas.
O cordão humano serviu ainda de protesto contra o novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior, aprovado pelo Conselho de Ministros. Para Laurindo Filho, este regime "retira aos alunos a participação nos órgãos da escola".
Para o início do próximo ano lectivo, estão previstas novas formas de luta, que pode chegar ao encerramento da escola.

09 junho 2007

Já o tempo se habitua!


ave




Este ano lectivo termina sem que se realize uma RGA (reunião geral de alunos). Mesmo após as gravíssimas medidas, anunciadas pelo ministro Mariano Gago, a mesa da RGA não achou necessário convocar uma RGA de modo a informar e promover o debate entre os alunos da Universidade do Minho. Membros do AGIR tentaram contactar o presidente da mesa da RGA, Filipe Oliveira, de modo a questionar o não cumprimento de um direito dos alunos mas não obteve sucesso. É um desafio a razão queixarmo-nos continuadamente da fraca comparência dos alunos nas RGA da UM se os responsáveis nem sequer as convocam. O ano termina mal, já o tempo se habitua a estar alerta.

17 maio 2007

BRASIL-Funcionários e estudantes entram em greve e decidem manter ocupação da reitoria



Em assembléia realizada na noite de quarta-feira (16), estudantes da Universidade de São Paulo (USP) decidiram entrar em greve a partir da quinta-feira (17) por tempo indeterminado e manter a ocupação da reitoria, que já completa 14 dias. Assim, se somam aos funcionários da instituição que já estão paralisados. Já os docentes deliberaram, na terça-feira (dia 15), um indicativo de greve para o dia 23.
Antes da assembléia dos estudantes, a Justiça determinou a reintegração de posse da reitoria. Mesmo assim, a esmagadora maioria dos 1500 universitários presentes decidiu pela continuidade do protesto e pela greve.
O mandado foi expedido pelo juiz Jayme Martins de Oliveira Neto, da 13º Vara da Fazenda Pública do Estado de São Paulo, concedendo um prazo de 15 dias para a contestação e autoriza que a reintegração poderá contar "com força policial que, porém, deve agir com as cautelas necessárias e imprescindíveis à situação", diz o documento. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), a adesão da greve é de 70%. No prédio da Geografia e História, e na Educação, estudantes tiraram as carteiras da sala de aula.
Reivindicações
Os estudantes decidiram manter a ocupação por considerarem "insuficientes" as propostas feitas pela reitora Suely Vilela. Segundo a organização, nem mesmo as cinco reivindicações prioritárias para o movimento, dentre as 14 existentes, foram atendidas.
Diante dessa decisão, a reitoria enviou, na tarde do dia 15, uma carta à ocupação, afirmando a suspensão das atuais propostas caso os alunos não saíssem do prédio até às 16 horas. No informe, a direção da USP se diz disposta "a prosseguir na análise dos temas da pauta de reivindicações, por comissão paritária de professores e alunos, a ser constituída após a desocupação". Como os alunos não cederam, a reitoria estaria analisando possíveis medidas judiciais contra os manifestantes.
Dentre as principais demandas estudantis estão: a construção de mais moradias estudantis; abertura do conselho universitário (CO) à participação dos estudantes, funcionários e professores; contratação imediata de professores e funcionários de acordo com as demandas de cada unidade da USP; e reconstrução e manutenção dos prédios que apresentem tais necessidades.
A proposta que obteve maior avanço foi a relativa às moradias estudantis. Das 771 vagas exigidas, a direção se comprometeu a construir 334 vagas. Entretanto, aceitar a proposta, alegam os, em nota, os estudantes, "seria adiar mais uma vez a resolução de um problema histórico, consistindo numa irresponsabilidade do movimento estudantil".




06 maio 2007

AGIR alerta para novos cortes financeiros na UM


O Processo de Bolonha vai obrigar a mais cortes no Ensino Superior. Segundo o Movimento de estudantes da Universidade do Minho (UM) AGIR, o encerramento da Biblioteca do Instituto de Ciências Sociais (ICS) foi apenas o princípio de um processo que tem como objectivo final a “privatização do Ensino”.

“Desde o primeiro instante em que nos envolvemos na luta contra Bolonha, já sabíamos que estes cortes estavam planificados”, afirmou Marco Gaspar, do AGIR, em declarações ao ComUM. “O objectivo é tornar o Ensino Superior privado, ou seja, diminuir o tempo de licenciatura, reduzindo o orçamento do Estado”, concluiu.

Mas o ICS não é a única escola em que os cortes se têm feito sentir. Segundo Nuno Geraldes, também do AGIR, no curso de Matemática e Ciências da Computação “os professores já disseram que têm dois programas para dar: o que gostariam e aquele que o orçamento permite”. Uma escassez que afecta também o curso de Engenharia Biológica, “onde já começam a faltar reagentes”.

Estas críticas são extensíveis à Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM), que é acusada de ser conivente com os cortes de investimento na academia minhota. No centro das críticas está a letargia que a AAUM tem demonstrado ao reagir aos cortes – reacções que se resumem a “protestos verbais”, ironizou Nuno Geraldes.

O AGIR é um movimento de alunos que tem o objectivo de intervir activamente na UM. O grupo, que tem um blogue na Internet, tem sido bastante crítico relativamente ao Processo de Bolonha.

Fonte: COMUM