Movimento com o objectivo de intervir activamente na Universidade do Minho. Pela defesa de um Ensino Superior Público democrático e de qualidade.
18 dezembro 2007
17 dezembro 2007
16 dezembro 2007
11 dezembro 2007
Biblioteca do ICS não vai reabrir
A biblioteca do Instituto de Ciências Socias (ICS), encerrada durante o último ano lectivo, vai continuar fechada, segundo a decisão tomada pelo Conselho do ICS, na passada semana. Segundo o presidente do Instituto e docente da Universidade do Minho (UM) Moisés Martins, “a biblioteca não vai abrir mais, pois não há condições para a sustentar”.
A última funcionária da biblioteca do ICS reformou-se no passado ano lectivo, deixando o espaço sem responsável. O Reitor da UM, Guimarães Rodrigues, rejeitou a proposta apresentada pelo presidente do instituto, que apelava à substituição da antiga funcionária. O ICS não dispõe de verbas suficientes para contratar novos elementos, o que faz com que qualquer funcionário ou docente que saia do instituto “não possa ser substituído”, revela o Moisés Martins.
O orçamento da UM diminuiu, o que levou à redução das verbas destinadas às escolas da academia minhota. Para resolver este problema, Guimarães Rodrigues foi retirar às escolas verbas próprias, que não poderão ser repostas. “O ICS já não tem verbas próprias, porque entrou no orçamento geral para repôr o nivel do orçamento que a academia necessitava para pagar a funcionários e docentes”, explica o responsável.
“Retiraram-nos as verbas que foram acumuladas ao longo dos últimos trinta anos”, lamenta Moisés Martins, acrescentando que “estas verbas eram necessárias para resolver situações como esta”. A ausência de verbas próprias impossibilita a contratação de novos funcionários e docentes, pois o ICS “está sem dinheiro”, afirma Martins.
Torna-se, assim, difícil encontrar alguém na UM que possa assegurar o posto na biblioteca do ICS, pois não é permitido contratar um funcionário através de concursos externos. A biblioteca não dispõe de pessoal com uma formação adequada para responder às necessidades dos estudantes.
Rejeitada ideia de manter biblioteca com ajuda de estudantes
Entregar a responsabilidade da biblioteca do ICS aos estudantes é outra proposta com a qual Moisés Martins discorda, pois considera que estes não dispõem de qualquer tipo de formação para assegurar o bom funcionamente do espaço. “Não é só uma questão de assegurar uma presença, é preciso ter um conhecimento mais vasto”, indica, para depois completar: “trabalhar numa biblioteca é diferente de ir para um bar servir cafés”.
Houve uma fase de experimentação na qual, durante dois meses, dois alunos trabalharam na biblioteca do ICS, tentando prestar os mesmos serviços anteriormente assegurados. O período de demonstração veio mostrar que aquela “não era a solução adequada”, explica o docente.
Alunos contrariados com a situação
A Presidente do Grupo dos Alunos de Comunicação Social da Universidade do Minho (GACSUM), Cláudia Lomba, espera que a situação da biblioteca esteja a ser resolvida. “A biblioteca tem a bibliografia específica que nos faz muita falta para os trabalhos”, explica.
O GACSUM pensa apresentar uma proposta ao Presidente do ICS, em que alunos do núcleo ficariam na biblioteca. A aluna revela que todos os elementos do núcleo concordaram com a proposta, como uma espécie de “sacrifício para o bem geral”. O grupo pensa entrar ainda em contacto com os outros núcleos do instituto, para que também participem na iniciativa.
Cláudia Lomba percebe que a situação não seja simples porque é “necessário manter os serviços mínimos da biblioteca”. A estudante aguarda uma decisão por parte do instituto para que o material fique disponível ou no ICS, ou na Biblioteca Geral. “Não pode continuar assim, com o material fechado”, conclui.
O aluno do 1º ano de Arqueologia, Filipe Gueussier, tem a mesma opinião: tem sentido dificuldades em consultar a bibliografia da biblioteca do ICS. “As universidades devem promover o máximo de informação e conhecimento, o que não está a ser feito”, denuncia.
Para o aluno do 3º ano de Sociologia Adriano Campos, o encerramento tão prolongado da biblioteca não faz sentido. “O encerramento é mau para os alunos, para os professores e para a comunidade académica”, explica. O estudante acredita que o principal problema é o “individualismo sufocante” que existe na UMinho. “Nenhum problema é colectivo, é de cada aluno ou de cada escola”, critica.
Alunos e ICS de acordo: encerramento da biblioteca é lamentável
O aluno lamenta a situação, pois acredita que a biblioteca era “um espaço de excelência”, e tem sentido dificuldades na procura de bibliografia mais específica, como monografias de estágio e revistas de Sociologia. “É tudo uma questão de prioridades, faltam verbas para pagar uma funcionária, mas temos dinheiro para construir campos de golfe”, explica. Face à situação, Adriano Campos pensa que os alunos devem reivindicar os seus direitos: “deveriam cobrar os seus directores de cursos, os seus delegados de ano, a AAUM e a reitoria”.
Moisés Martins mostra-se insatisfeito com a situação, admitindo que “o instituto também está muito descontente com o modo como muitas coisas são tratadas na UM”. “Esta é a única saída, pois foi algo que nos foi imposto quando não houve mais nenhuma alternativa”, afiança o Presidente do ICS, mostrando-se solidário com o descontentamento dos alunos. “É uma situação triste, pois a biblioteca é o coração de um instituto”, conclui.
10/12/07Sylvie Oliveira em O COMUM-ONLINE
A última funcionária da biblioteca do ICS reformou-se no passado ano lectivo, deixando o espaço sem responsável. O Reitor da UM, Guimarães Rodrigues, rejeitou a proposta apresentada pelo presidente do instituto, que apelava à substituição da antiga funcionária. O ICS não dispõe de verbas suficientes para contratar novos elementos, o que faz com que qualquer funcionário ou docente que saia do instituto “não possa ser substituído”, revela o Moisés Martins.
O orçamento da UM diminuiu, o que levou à redução das verbas destinadas às escolas da academia minhota. Para resolver este problema, Guimarães Rodrigues foi retirar às escolas verbas próprias, que não poderão ser repostas. “O ICS já não tem verbas próprias, porque entrou no orçamento geral para repôr o nivel do orçamento que a academia necessitava para pagar a funcionários e docentes”, explica o responsável.
“Retiraram-nos as verbas que foram acumuladas ao longo dos últimos trinta anos”, lamenta Moisés Martins, acrescentando que “estas verbas eram necessárias para resolver situações como esta”. A ausência de verbas próprias impossibilita a contratação de novos funcionários e docentes, pois o ICS “está sem dinheiro”, afirma Martins.
Torna-se, assim, difícil encontrar alguém na UM que possa assegurar o posto na biblioteca do ICS, pois não é permitido contratar um funcionário através de concursos externos. A biblioteca não dispõe de pessoal com uma formação adequada para responder às necessidades dos estudantes.
Rejeitada ideia de manter biblioteca com ajuda de estudantes
Entregar a responsabilidade da biblioteca do ICS aos estudantes é outra proposta com a qual Moisés Martins discorda, pois considera que estes não dispõem de qualquer tipo de formação para assegurar o bom funcionamente do espaço. “Não é só uma questão de assegurar uma presença, é preciso ter um conhecimento mais vasto”, indica, para depois completar: “trabalhar numa biblioteca é diferente de ir para um bar servir cafés”.
Houve uma fase de experimentação na qual, durante dois meses, dois alunos trabalharam na biblioteca do ICS, tentando prestar os mesmos serviços anteriormente assegurados. O período de demonstração veio mostrar que aquela “não era a solução adequada”, explica o docente.
Alunos contrariados com a situação
A Presidente do Grupo dos Alunos de Comunicação Social da Universidade do Minho (GACSUM), Cláudia Lomba, espera que a situação da biblioteca esteja a ser resolvida. “A biblioteca tem a bibliografia específica que nos faz muita falta para os trabalhos”, explica.
O GACSUM pensa apresentar uma proposta ao Presidente do ICS, em que alunos do núcleo ficariam na biblioteca. A aluna revela que todos os elementos do núcleo concordaram com a proposta, como uma espécie de “sacrifício para o bem geral”. O grupo pensa entrar ainda em contacto com os outros núcleos do instituto, para que também participem na iniciativa.
Cláudia Lomba percebe que a situação não seja simples porque é “necessário manter os serviços mínimos da biblioteca”. A estudante aguarda uma decisão por parte do instituto para que o material fique disponível ou no ICS, ou na Biblioteca Geral. “Não pode continuar assim, com o material fechado”, conclui.
O aluno do 1º ano de Arqueologia, Filipe Gueussier, tem a mesma opinião: tem sentido dificuldades em consultar a bibliografia da biblioteca do ICS. “As universidades devem promover o máximo de informação e conhecimento, o que não está a ser feito”, denuncia.
Para o aluno do 3º ano de Sociologia Adriano Campos, o encerramento tão prolongado da biblioteca não faz sentido. “O encerramento é mau para os alunos, para os professores e para a comunidade académica”, explica. O estudante acredita que o principal problema é o “individualismo sufocante” que existe na UMinho. “Nenhum problema é colectivo, é de cada aluno ou de cada escola”, critica.
Alunos e ICS de acordo: encerramento da biblioteca é lamentável
O aluno lamenta a situação, pois acredita que a biblioteca era “um espaço de excelência”, e tem sentido dificuldades na procura de bibliografia mais específica, como monografias de estágio e revistas de Sociologia. “É tudo uma questão de prioridades, faltam verbas para pagar uma funcionária, mas temos dinheiro para construir campos de golfe”, explica. Face à situação, Adriano Campos pensa que os alunos devem reivindicar os seus direitos: “deveriam cobrar os seus directores de cursos, os seus delegados de ano, a AAUM e a reitoria”.
Moisés Martins mostra-se insatisfeito com a situação, admitindo que “o instituto também está muito descontente com o modo como muitas coisas são tratadas na UM”. “Esta é a única saída, pois foi algo que nos foi imposto quando não houve mais nenhuma alternativa”, afiança o Presidente do ICS, mostrando-se solidário com o descontentamento dos alunos. “É uma situação triste, pois a biblioteca é o coração de um instituto”, conclui.
10/12/07Sylvie Oliveira em O COMUM-ONLINE
07 dezembro 2007
Estudantes do 2º Ciclo ainda sem bolsa de estudo

Processo de equivalências está a atrasar a atribuição dos subsídios
A situação não é nova, e já se arrasta há algum tempo: os alunos que frequentam o 2º ciclo - mestrado - de alguns cursos (por exemplo Ciências da Comunicação) da Universidade do Minho (UM), ainda não receberam o dinheiro da bolsa de estudo. Esta situação tem motivado queixas por parte dos estudantes visados, que, por terem os processos de inscrição e equivalência bastante atrasados, correm o risco de ter de esperar ainda mais algum tempo até receberem a devida compensação financeira. O ComUM foi falar com alunos e responsáveis, para tentar perceber a dimensão do problema.
A entrada dos Serviços de Acção Social. Foto: Francisca Fidalgo
Carolina Lapa estaria agora, em condições normais, no 5º ano de Comunicação Social. Com Bolonha, estará a frequentar o 2º ano do 2º Ciclo do (renomeado) curso de Ciências da Comunicação (CC). Estará, pois ainda não está inscrita nos Serviços Académicos (SA). “Fiz a única inscrição possível, que era inscrever-me no 1º ano do 1º Ciclo”, declara a aluna, que actualmente se encontra a realizar o estágio curricular. “Mudar de cidade, almoçar diariamente fora e pagar transportes públicos torna-se incomportável a um aluno bolseiro sem bolsa” queixa-se Lapa.
Quando foram divulgados os resultados das bolsas, a 30 de Outubro, a estudante foi surpreendida com o resultado: ‘Sem Inscrição nos SA’, era a informação disponível. “Fui aos Serviços de Acção Social (SAS) explicar que ia começar o meu estágio dali a um semana, com todos os custos que tal acarreta”, conta a aluna. Porém, a diligência de nada adiantou, já que apenas lhe foi dito para aguardar por novidades. “Pediram-me para ‘ir vendo’ a página dos SAS, estando atenta às novas listagens, que deveriam sair em breve com a situação regularizada – asseguraram-me que antes do Natal já teria bolsa”, revela.
“Saíram novas listagens, em Novembro. Desta vez, a informação relativa ao meu processo era ainda mais preocupante: ‘Indeferido’”, refere Carolina Lapa. O rendimento familiar da estudante não se alterou, apesar de a comunicação dos SAS prever indeferimentos a estudantes com a situação académica regularizada – nesse caso, pede-se mais uma vez para aguardar por nova publicação de resultados. Carolina Lapa é que já não pode esperar muito mais tempo. “Vou ter que pagar 140 euros pela carta de curso, para me poder inscrever, e a minha família tem dificuldades para fazer face a todas estas despesas”, desabafa.
Serviços de Acção Social declinam responsabilidades
Para Carlos Silva, administrador dos SAS, “não há atrasos nas bolsas”. Pelo menos, no que diz respeito aos serviços que dirige. “Só não pagamos as bolsas, e isto não é da responsabilidade dos SAS, quando o aluno não tem a situação académica em dia”, assevera o responsável, que admite que esta situação, na maior parte das vezes, “não tem a ver com a situação de facto do aluno, mas sim com alguns atrasos de situações como processos de equivalência”, da responsabilidade das direcções de curso.
O administrador faz ainda um levantamento dos casos mais 'bicudos' relativos às bolsas. “No caso dos mestrados, em que as inscrições são feitas em Dezembro, nós não podemos pagar a bolsa porque o aluno não se encontra inscrito no segundo ciclo”, refere, acrescentando que “nessas situações os alunos estão a receber muito mais tarde a bolsa do que os outros. Mas isso é algo que ultrapassa os SAS”, afirma.
Não é só o curso de CC que está a dar problemas. Segundo o responsável pelos SAS, há “um outro curso de mestrado, na área de Psicologia, que tem problemas em termos de inscrição”. Esses e os alunos de Comunicação, são, nas palavras de Silva, a excepção à regra: “foram os únicos alunos do segundo ciclo que apresentaram esses problemas. Mais de 200 alunos desse ciclo concorreram à bolsa, e à maior parte deles pagámo-la”, assegura.
Alunos são vítimas da gestão dos processos de equivalência de algumas Escolas
Então, o que está a causar os problemas nos cursos referidos? “Esta situação tem a ver com a gestão do processo ao nível das escolas. Há escolas que tratam do processo em Setembro, outras em Outubro, outras em Dezembro”, analisa Carlos Silva. De novo, o responsável declina responsabilidades, e garante que só não faz mais porque não pode. “Isto são coisas que têm a ver com a gestão da própria escola e não com os SAS. Se a escola tratar do processo em Setembro, nós pagamos as bolsas em Outubro, sem qualquer problema”, garante.
Os alunos não podem fazer nada. “A lei diz que um aluno do segundo ciclo tem 30 dias, após a inscrição, para entregar o processo [de candidatura à bolsa]. Teoricamente, se o aluno faz a inscrição agora, e se entregar agora o processo da bolsa, ainda está a tempo de o fazer”. Porém, “vai demorar mais tempo a receber a bolsa”. Apesar de tudo, Carlos Silva reconhece que a situação “não é culpa dos alunos, que acabam por ser vítimas dos atrasos”.
O responsável pelos SAS faz ainda questão de salientar que há excepções. “Há casos de extrema carência económica, e aí temos de salvaguardar os interesses do aluno – intervimos na situação e tentamos acelerar o processo”, informa Silva. Também nesses casos “o problema são as equivalências, algumas só concluídas no final de Novembro”. Neste ano de transição e adaptação ao novo modelo do Ensino Superior, o administrador lamenta não ter “mecanismos legais que permitam pagar a bolsa muito mais cedo. Quem acaba por ser mais prejudicado são os alunos”.
26 novembro 2007
Aparece e traz um amigo
O AGIR irá se reunir dia 28 de novembro, quarta-feira, as 17:00, o encontro é como sempre na entrada do CP2 da UM em Braga.
Todos que não se conformem com o marasmo reinante na UM e tenham boas ideias para por isto a mexer podem e devem vir partilha-las.
APAREÇAM!!!
Todos que não se conformem com o marasmo reinante na UM e tenham boas ideias para por isto a mexer podem e devem vir partilha-las.
APAREÇAM!!!
24 novembro 2007
17 novembro 2007
Quatro universidades sem dinheiro para salários e despesas correntes

Há pelo menos quatro universidades públicas que não têm capacidade para pagar a salários e despesas correntes até ao final deste ano, situação que se pode generalizar a todas as universidades em 2008. A denúncia foi feita ontem (14/11) no parlamento pelo presidente do Conselho de Reitores. Seabra Santos acusa o Primeiro Ministro de não cumprir promessas e avisa que nem o orçamento da ciência poderá acudir as universidades, já que a maior parte das unidades de investigação científica contempladas pelo investimento público são de natureza privada.
Esta é a segunda vez numa semana que o Governo é atacado por Reitores, depois das declarações de António Nóvoa denunciando a falta de investimento nas universidades portuguesas.Numa audição na Comissão Parlamentar de Educação e Ciência, Seabra Santos afirmou que a transferência de verbas para as universidades tem vindo a diminuir de ano para ano de uma forma "assustadora", estando mesmo em causa o pagamento de salários e despesas correntes em 4 universidades até ao final deste ano:"Há pelo menos quatro universidades públicas, provavelmente cinco, que neste momento não têm garantia de pagar a totalidade das despesas de funcionamento, sem contratar ninguém, sem nenhum desvario e loucura, antes pelo contrário, com gestões rigorosíssimas, que não terão capacidade de pagar as suas despesas até ao final do ano", alerta.O Presidente do CRUP antevê a generalizaçãod esta situação em 2008. «Em 2008 todas as universidades públicas vão chegar ao ponto em que estão algumas em 2007». E acusa o Primeiro-ministro de não cumprir a promessa de não baixar o investimento nas universidades em 2008.Sobre eventuais compensações que as universidades possam ter nos seus orçamentos com o aumento de investimento do Estado nas áreas da ciência e da investigação, Seabra Santos diz que isso não se verifica, uma vez que a maior parte das unidades de investigação científica contempladas pelo investimento público são de natureza privada. «Às Universidades não chega dinheiro aplicado na investigação científica, porque não estão criados mecanismos que o permitam», explicou o presidente do CRUP.
Esta é a segunda vez numa semana que o Governo é atacado por Reitores, depois das declarações de António Nóvoa denunciando a falta de investimento nas universidades portuguesas.Numa audição na Comissão Parlamentar de Educação e Ciência, Seabra Santos afirmou que a transferência de verbas para as universidades tem vindo a diminuir de ano para ano de uma forma "assustadora", estando mesmo em causa o pagamento de salários e despesas correntes em 4 universidades até ao final deste ano:"Há pelo menos quatro universidades públicas, provavelmente cinco, que neste momento não têm garantia de pagar a totalidade das despesas de funcionamento, sem contratar ninguém, sem nenhum desvario e loucura, antes pelo contrário, com gestões rigorosíssimas, que não terão capacidade de pagar as suas despesas até ao final do ano", alerta.O Presidente do CRUP antevê a generalizaçãod esta situação em 2008. «Em 2008 todas as universidades públicas vão chegar ao ponto em que estão algumas em 2007». E acusa o Primeiro-ministro de não cumprir a promessa de não baixar o investimento nas universidades em 2008.Sobre eventuais compensações que as universidades possam ter nos seus orçamentos com o aumento de investimento do Estado nas áreas da ciência e da investigação, Seabra Santos diz que isso não se verifica, uma vez que a maior parte das unidades de investigação científica contempladas pelo investimento público são de natureza privada. «Às Universidades não chega dinheiro aplicado na investigação científica, porque não estão criados mecanismos que o permitam», explicou o presidente do CRUP.
Será a Universidade do Minho uma das afectadas?
"Se quisermos falar em termos de sub-orçamentação da Universidade para 2008, estaremos a falar na ordem dos 9 milhões de Euros." Reitor da Universidade do Minho em declarações ao UM-Dicas.
França: cresce a mobilização contra a lei Pécresse

Os estudantes franceses voltam a mobilizar-se, desta vez contra a lei da autonomia universitária aprovada pelo governo Sarkozy em Agosto, que acusam de promover a crescente privatização das universidades, o aumento das propinas e o risco de as empresas começarem a mandar nas faculdades. Já há cerca de 30 universidades bloqueadas pelos estudantes e pequenas manifestações realizaram-se ontem em Rennes, Toulouse, Lille, Perpignan, Aix-en-provence, Caen, Nancy e Paris.
Numa tentativa de apaziguar os estudantes, a ministra do Ensino Superior, Valérie Pécresse, autora da polémica lei, anunciou um aumento de verba para a habitação estudantil. Bruno Julliard, dirigente da Unef, declarou que a medida é de bom augúrio, apesar de insuficiente. "A primeira lição é que os estudantes têm razão de se mobilizar. Devem prosseguir e ampliar a mobilização para obter novas concessões." Julliard disse que cerca de 10 mil estudantes participaram já de assembleias gerais nas universidades.
O sindicato dos professores universitários Snesup acusou o governo de pôr em causa a própria ideia de um serviço público universitário democrático nos seus fins e na sua organização, e exigiu a retirada da lei.
Ontem, novas universidades decidiram o bloqueio total ou parcial: Paris X-Nanterre, Pau, a faculdade de ciências em Caen. Montpellier 2 votou o bloqueio a partir de hoje, e Lyon II, a partir de segunda-feira. Paris I (Tolbiac), ocupada na quarta-feira, foi fechada administrativamente pela reitoria.
As universidades de Rouen, uma parte de Tours, Nantes, Aix-Marseille I, Toulouse-II, Lille I e III, Rennes II, o departamento de letras de Caen, permanecem bloqueadas.
Grenoble, Metz e Brest votaram greve sem bloqueio. Outras universidades como Paris VI, Paris XII, Marne-la-Vallée, Nancy II, Nîmes, Strasbourg II, Evry, Besançon votaram o apoio ao movimento mas as assembleias não aprovaram bloqueio ou greve. Em Montpellier III, a assembleia aprovou a participação na manifestação convocada para 20 de Novembro ao lado dos funcionários.
Em Paris, mais de 500 jovens fizeram uma manifestação com faixas onde se lia "CPE on t'a eu, Pécresse on t'aura" (algo como "Derrotámos o CPE, vamos derrotar Pécresse"), "Retirada da lei Pécresse, solidariedade estudantes trabalhadores".
Numa tentativa de apaziguar os estudantes, a ministra do Ensino Superior, Valérie Pécresse, autora da polémica lei, anunciou um aumento de verba para a habitação estudantil. Bruno Julliard, dirigente da Unef, declarou que a medida é de bom augúrio, apesar de insuficiente. "A primeira lição é que os estudantes têm razão de se mobilizar. Devem prosseguir e ampliar a mobilização para obter novas concessões." Julliard disse que cerca de 10 mil estudantes participaram já de assembleias gerais nas universidades.
O sindicato dos professores universitários Snesup acusou o governo de pôr em causa a própria ideia de um serviço público universitário democrático nos seus fins e na sua organização, e exigiu a retirada da lei.
Ontem, novas universidades decidiram o bloqueio total ou parcial: Paris X-Nanterre, Pau, a faculdade de ciências em Caen. Montpellier 2 votou o bloqueio a partir de hoje, e Lyon II, a partir de segunda-feira. Paris I (Tolbiac), ocupada na quarta-feira, foi fechada administrativamente pela reitoria.
As universidades de Rouen, uma parte de Tours, Nantes, Aix-Marseille I, Toulouse-II, Lille I e III, Rennes II, o departamento de letras de Caen, permanecem bloqueadas.
Grenoble, Metz e Brest votaram greve sem bloqueio. Outras universidades como Paris VI, Paris XII, Marne-la-Vallée, Nancy II, Nîmes, Strasbourg II, Evry, Besançon votaram o apoio ao movimento mas as assembleias não aprovaram bloqueio ou greve. Em Montpellier III, a assembleia aprovou a participação na manifestação convocada para 20 de Novembro ao lado dos funcionários.
Em Paris, mais de 500 jovens fizeram uma manifestação com faixas onde se lia "CPE on t'a eu, Pécresse on t'aura" (algo como "Derrotámos o CPE, vamos derrotar Pécresse"), "Retirada da lei Pécresse, solidariedade estudantes trabalhadores".
12 outubro 2007
Alunos vivem sem condições nas residências universitárias
Ao tornar os edifícios inabitáveis, as obras forçaram os alunos da RU Loyd Braga a instalarem-se provisoriamente nos blocos D e E da Residência de Santa Tecla: Alguns preferiram mesmo optar por viver temporariamente em casa de amigos, colegas de turma e familiares. Os incómodos causados foram bastantes, não só para os deslocados (pela distância que passou a separá-los do campus de Gualtar, forçando-os a adaptar-se a novos horários e novas despesas ou pelo incómodo que causavam aos que os hospedavam), mas também para os residentes em Santa Tecla, para quem foi mais difícil obter alojamento durante o passado mês de Setembro.
O problema aumentou exponencialmente quando, no início deste mês, se juntaram dois factores-chave: novos alunos e obras nas RU's (por términar e a iniciar).
Com a chegada dos novos alunos, o reduzido espaço ainda disponível em Santa Tecla não se mostrou suficiente. Isto porque as obras na RU Loyd Braga não estão ainda concluídas e os estudantes colocados nesse espaço foram forçados a permanecer em Santa Tecla. Além disso, começarão brevemente as obras nos blocos A, B e C desta residência, o que levou já à transferência de alguns dos habitantes destes blocos (maioritariamente alunos oriundos dos PALOP, Erasmus e bolseiros) para as camaratas do bloco E e para a residência WORLDSPRu. Estes alunos foram também prejudicados por esta solução, ao ficarem muito longe do campus ou ao perderem a sua privacidade tendo sido colocados numa camarata com mais oito pessoas.
A solução encontrada pelos Serviços de Acção Social da UM (SASUM) foi colocar os alunos da Loyd nos blocos de Santa Tecla que sofrerão remodelação (A,B e C) até estarem concluídas as obras de requalificação e estes poderem voltar a habitar a Rua Professor Carlos Lloyd Braga, da freguesia de São Victor.
A solução encontrada pelos Serviços de Acção Social da UM (SASUM) foi colocar os alunos da Loyd nos blocos de Santa Tecla que sofrerão remodelação (A,B e C) até estarem concluídas as obras de requalificação e estes poderem voltar a habitar a Rua Professor Carlos Lloyd Braga, da freguesia de São Victor.
Testemunhos de alguns alunos
"Quem circulasse nas redondezas da RU Santa Tecla durante o dia (e à noite) de domingo, dia 30 de Setembro, pensaria que o que via era uma revolução estudantil", refere uma ex-residente de Santa Tecla. Estudantes com sacos, mochilas e malas às costas mudavam os seus pertences de uns quartos para outros para que houvesse lugar para os novos residentes que chegariam no dia seguinte. Alunos, seguranças e funcionários do Departamento de Alojamento dos SASUM circularam entre os prédios do complexo residencial "até altas horas da madrugada, fazendo barulho e perturbando o sono de quem no dia seguinte tinha aulas", acrescenta. O mesmo cenário foi frequente durante quase todos os dias da semana.
"Quando cheguei com a minha colega de quarto, no domingo à noite" refere uma outra aluna "tinha um post-it sem assinatura em cima da minha cama pedindome que me mudasse até dia 1. Já láestavam as coisas de alguém, mesmo sem que nós tivéssemos saído. .Mandaram-nos para um quarto que também ainda estava ocupado e depois para um outro, no Bloco A. Os quartos não tinham sido limpos pelas funcionárias, nem o material normal nos foi distribuído, mas mesmo assim tivemos de nos mudar". À aluna, residente na RU Loyd, foi explicado que as obras se prolongariam "até dia 15 de Outubro, porque as obras já acabaram mas os painéis solares que lá foram colocados para aquecer a água não eram suficientes". Nos Blocos A, B e C existem 33 quartos individuais e IIg quartos duplos, que são apoiados, por piso, por casas de banho colectivas (8 duches e 8 WC), salas de estudo (uma por piso) e salas de estar equipadas de pequenas cozinhas por cada piso. No entanto, as condições são descritas como "miseráveis" e a falta de privacidade desagrada profundamente os estudantes.
Santa Tecla sem cantina
Além de todos estes factores, o descontentamento cresce pelo encerramento da cantina de Santa Tecla para requalificação do espaço. Por esse motivo, os estudantes vêem-se forçados a deslocar-se até ao campus de Gualtar em autocarro especial e a regressar do mesmo modo uma hora depois. O obstáculo é que, até agora, esse autoca-rro transportava os alunos residentes na RU Loyd para a cantina, agora encerrada, de Santa Tecla. Juntando os frequentadores de Santa Tecla e da Loyd, um autocarro não é suficiente para o transporte até Gualtar. A isto, acrescente-se o facto de que, por estes dias, o fluxo de estudantes que recorrem à cantina de Gualtar à noite é significativo, devido à realização de actividades relacionadas com a praxe, não sendo suficiente uma hora para deslocação e jantar. Alguns alunos queixam-se ainda de não terem sido informados da mudança dos horários no Circuito UM, provocada por este encerramento, e de não possuírem agora transporte para a RU após o final do tempo lectivo.
Contactados pelo ACADÉMICO, os SASUM não prestaram qualquer tipo de esclarecimento até ao fecho desta edição. A identidade dos alunos implicados nesta reportagem não foi revelada a pedido dos próprios.
JORNAL ACADÉMICO TERÇA 9/10/07
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