O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) denunciou hoje a "grave situação financeira das universidades", que se traduz em défice real de tesouraria e impossibilidade de cumprir compromissos.Fonte do Conselho disse que "se não houver um reforço de 100 milhões de euros ainda para os orçamentos de 2008, as universidades ficam em grandes dificuldades financeiras que colocam em causa o pagamento de salários". Em comunicado, o Conselho de Reitores considera que só "em clima de aproximação e de diálogo com o primeiro-ministro se poderão encontrar os meios de resolver as dificuldades criadas". O CRUP adianta que esta semana seguiu um ofício para José Sócrates a solicitar uma reunião com "carácter de urgência", lembrando que não se realizou o encontro agendado para finais de Março com o chefe do Governo, no seguimento de um outro ocorrido em Janeiro. Os reitores pretendem chamar a "a atenção para a extrema urgência que estes assuntos agora assumem, já que entendem não poderem participar em exercícios de preparação do Orçamento de 2009 em qualquer outro contexto que não seja o que lhes foi proposto pelo Primeiro-Ministro". A fonte do CRUP contactada pela agência Lusa referiu que na reunião de Janeiro, o chefe do Governo "assumiu o compromisso de que o Orçamento de Estado de 2009 ia prever o reforço de verbas para o ensino superior". Segundo o comunicado do CRUP, foram retirados do orçamento das Universidades em 2008, por via da aplicação da Lei do Orçamento, "mais de 13 por cento da massa salarial global (11 por cento referentes ao aumento das transferências para a Caixa Geral de Aposentações e 2,1 por cento correspondente aos aumentos salariais)". "Numa primeira abordagem há, assim, que repor, no mínimo, esses montantes no orçamento de 2008", sintetiza CRUP.
Movimento com o objectivo de intervir activamente na Universidade do Minho. Pela defesa de um Ensino Superior Público democrático e de qualidade.
22 junho 2008
03 junho 2008
Ensino Superior: Sete instituições em risco de colapso financeiro vão receber cerca de 9,5 milhões até final do mês

Lisboa, 03 Jun (Lusa) - Quatro universidades e três institutos politécnicos em risco de colapso financeiro vão receber até ao final do mês verbas extraordinárias no valor total de 9,5 milhões de euros, anunciou hoje o ministro do Ensino Superior.
No final de uma audiência na Comissão Parlamentar de Educação, onde hoje foi ouvido, o ministro Mariano Gago precisou que as Universidades de Évora, Algarve, Trás-os-Montes e Alto Douro e Açores vão beneficiar do reforço de verbas, assim como os Institutos Politécnicos de Bragança, Portalegre e Viana do Castelo.
"No total são cerca de 9,5 milhões de euros do orçamento do Ministério do Ensino Superior que já estava previsto atribuir em função da execução financeira das instituições. Já dei a ordem de pagamento", assegurou o ministro.
De fora ficará, para já, a Universidade da Madeira, que este ano revelou precisar de cerca de um milhão e 800 mil euros para ultrapassar a crise financeira em que se encontra.
O risco de colapso financeiro de pelo menos quatro universidades públicas foi denunciado no final de 2007 pelo presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), Seabra Santos.
O CRUP tem reivindicado desde o ano passado um reforço financeiro para todas as universidades para cobrir, pelo menos, o montante das contribuições que estas têm de fazer para a Caixa Geral de Aposentações (CGA), considerando que este encargo, atribuído pela primeira vez às universidades em 2007, "veio aumentar o problema do sub-financimento" do ensino superior.
Questionado pelos jornalistas no final da audiência na Comissão Parlamentar, o ministro afirmou que as instituições que não conseguirem pagar essas contribuições terão um reforço orçamental que não está contemplado nos 9,5 milhões de euros que serão disponibilizados ainda este mês.
"Os pagamentos à CGA serão assegurados à parte. Não entram nestas contas", explicou.
A Universidade de Évora deverá beneficiar da maior fatia de verbas extraordinárias, estando previsto que receba cerca de 2,9 milhões de euros, de acordo com Mariano Gago.
A Universidade dos Açores vai receber, por seu lado, um reforço de 1,4 milhões de euros, sendo as restantes verbas distribuídas pelas outras cinco instituições de ensino superior em risco de colapso financeiro, em partes ainda não especificadas pelo Ministério.
JPB.
Lusa/Fim
Lusa/Fim
19 maio 2008
Pode alguém ser quem não é?

Sessão aberta e debate: "Pode alguém ser quem não é? - Homofobia e Invisibilidade"
Com a participação de:- Conceição Nogueira (Investigadora e Prof na Univ Minho)- Paulo Vieira (Activista LGBT - Assoc Não te Prives)- Sérgio Vitorino (Activista LGBT - Panteras Rosa)Dia 23 de Maio, sexta-feira, às 21:30h. Na Cooperativa Cultural Velha-a-Branca, Braga.PARTICIPA E DIVULGA!
Com a participação de:- Conceição Nogueira (Investigadora e Prof na Univ Minho)- Paulo Vieira (Activista LGBT - Assoc Não te Prives)- Sérgio Vitorino (Activista LGBT - Panteras Rosa)Dia 23 de Maio, sexta-feira, às 21:30h. Na Cooperativa Cultural Velha-a-Branca, Braga.PARTICIPA E DIVULGA!
28 abril 2008
XXIX Colóquios de RI - “Governança Ambiental: uma responsabilidade sustentável?”

Auditório A1, Complexo Pedagógico I, Campus de Gualtar, Braga, entre terça-feira, 29-04-2008 e quarta-feira, 30-04-2008
O mais antigo fórum de debate sobre questões prementes das Relações Internacionais aborda o tema da Governança Ambiental. Estarão presentes académicos e especialistas nacionais de renome internacional no domínio das alterações climáticas.
AOs Colóquios são compostos por 5 painéis, distribuídos pelos dois dias, nos quais estarão presentes, entre outros oradores: - Elisa Ferreira, - Miguel Portas,- Filipe Duarte Santos, - Eduardo Oliveira Fernandes, - Nuno Lacasta,- Renato Roldão, - Henrique Schwarz
O mais antigo fórum de debate sobre questões prementes das Relações Internacionais aborda o tema da Governança Ambiental. Estarão presentes académicos e especialistas nacionais de renome internacional no domínio das alterações climáticas.
AOs Colóquios são compostos por 5 painéis, distribuídos pelos dois dias, nos quais estarão presentes, entre outros oradores: - Elisa Ferreira, - Miguel Portas,- Filipe Duarte Santos, - Eduardo Oliveira Fernandes, - Nuno Lacasta,- Renato Roldão, - Henrique Schwarz
24 abril 2008
12 abril 2008
Debate dia 22 de Abril na Uminho
O AGIR convida toda a comunidade Académica a estar presente dia 22 de Abril, terça-feira, pelas 14:00 no auditório B2 do CP2 do Campus de Gualtar da Universidade do Minho, para a conferência aberta:
40 anos depois do Maio de 68. Que ensino superior?
Com a participação de Manuel Carlos Silva, Professor de Sociologia da UM, e Francisco Louçã Professor de Economia do ISEG e Deputado Parlamentar do Bloco de Esquerda. Pretende-se um espaço participativo e de discussão sobre as recentes transformações do Ensino Superior em Portugal.
40 anos depois do Maio de 68. Que ensino superior?
Com a participação de Manuel Carlos Silva, Professor de Sociologia da UM, e Francisco Louçã Professor de Economia do ISEG e Deputado Parlamentar do Bloco de Esquerda. Pretende-se um espaço participativo e de discussão sobre as recentes transformações do Ensino Superior em Portugal.
07 abril 2008
Solidariedade com os povos da Palestina e do Iraque

Durante esta semana Braga será palco de diversas actividades de denúncia e protesto sobre as situações de vida no Médio Oriente, da ocupação dos EUA no Iraque e de Israel na Palestina, e das agressões cometidas nesse âmbito.
PROGRAMA
07 Abril a 15 de Abril
EXPOSIÇÃO PERMANENTE
Desenhos de crianças de escolas palestianas e fotos de jovens palestianos sobre o muro que Israel está a construir na palestina.
Taberna Subura (à beira da Sé) - Todos os dias das 20h00 às 02h00
FILME - Paradise Now (2005)
O filme retrata a amizade de dois jovens, Said (Nashef) e Khaled (Suliman), que são selecionados por um grupo palestino para realizarem um ataque suicida na capital israelense. Vencedor do Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro e indicado ao Oscar na mesma categoria.
Taberna Subura (à beira da Sé) - 7 de Abril, Segunda-Feira, às 22h30
DEBATE / FILME - The Iron Wall - A Muralha de Ferro (2006)
O filme retrata a ocupação da Palestina ao longo do último meio século
Café Carpe Noctem - 10 de Abril, Quinta-Feira, às 16h30
MÚSICA PELO MÉDIO ORIENTE
Concerto dos Clã e Jorge Palma, juntamente com músicos do Iraque, Wesam Ayub e Ehab Alazzawy, e da Palestina, Marwan Abado.
Theatro Circo - 10 de Abril, Quinta-Feira, às 21h30 (10 Euros)
Aparece e traz um amigo também.
Organização:
AGIR
Comitê Solidariedade com a Palestina
Tribunal Internacional do Iraque
Movimento Palestiano Stop the Wall
04 abril 2008
Mensagem dos Representantes dos Funcionários no Senado Universitário
A Assembleia da Universidade do Minho, em reunião realizada no passado dia 20 de Março, aprovou a composição do futuro Senado Académico, nos termos do Comunicado institucional difundido, excluindo a participação do pessoal não docente.
Foi ainda excluído daquele órgão todo um vasto conjunto de docentes, titulares do grau de doutor, mas que não reúnam os requisitos para serem presidentes das unidades orgânicas/presidentes dos conselhos científicos/presidentes dos conselhos pedagógicos.
Acresce que a constituição deste órgão não contempla representantes eleitos directamente, restringindo-se os seus membros a titulares de cargos, ou seja, a membros por inerência.
Em devido tempo, e de forma reiterada, tomamos posição sobre o Senado Académico, tendo fundamentado devidamente a concepção que preconizamos, designadamente, em princípios estruturantes da gestão democrática e numa actividade interpretativa do normativo legal que prevê a criação deste órgão, enquanto instância de coesão universitária (tendo sido afastada, na Assembleia da República, a proposta governamental de mera existência de um “Conselho”, com funções científicas e pedagógicas).
A despeito disto, porém, alguns membros da Assembleia, atidos a um programa eleitoral que não perfilhava tal concepção, alheados de um sentido de convergência com outras sensibilidades e tendências no seio da mesma Assembleia, fizeram vingar a sua proposta, através da conjugação dos seus votos com os dos representantes dos estudantes.
Ora, atento o teor do aprovado, constata-se que pese embora tal posição assentar numa peculiar interpretação do conceito de “coesão universitária” - restrita a aspectos científicos e pedagógicos, destituída das vertentes culturais e disciplinares, enunciadas na lei como parte integrante da autonomia académica - o que justificaria o afastamento dos funcionários, aprovou-se, afinal, a composição de um Senado Académico, com a inclusão de figuras, tais como o Presidente da Associação Académica da Universidade do Minho (figura não referida em qualquer disposição dos RJIES), o Administrador (que poderá ser escolhido de entre pessoas sem vínculo à instituição) e o Presidente do Conselho Cultural.
Além do mais, tendo sido anunciado que o acento tónico desta posição derivava das competências idealizadas para o órgão, e suas comissões, o que se constata é que essas competências sequer foram devidamente definidas.
Por outro lado, no que ao Conselho de Gestão se refere, a lei estabelece que este deverá incluir necessariamente, além do Reitor, que preside, um Vice-Reitor e o Administrador, prevendo-se, ainda, num segundo preceito, a possibilidade de participação, sem direito a voto, de representantes dos estudantes e do pessoal não docente. Porém, verifica-se que a Assembleia Estatutária, aqui extravasando da cláusula legal, decidiu integrar “um estudante proposto pela Associação Académica”, como membro efectivo, e com poder de decisão.
A representação dos funcionários sequer é mencionada, aparecendo, quando muito, na bondade da interpretação, diluida na expressão indeterminada de “outros membros da comunidade académica”.
Donde, para a Assembleia Estatutária, na composição de um órgão de governo competente para a condução da gestão administrativa, patrimonial e financeira, bem como, para a gestão de recursos humanos, é (muito) mais importante o contributo do estudante indicado pela AAUM, do que a de um funcionário da Universidade. Ou seja, já não prevaleceu o disposto na lei e na nova “lógica” de tipologia e funcionamento dos órgãos, como tem sido invocado, no que à participação dos estudantes (“adaptada” para representante da AAUM), diz respeito.
E deste modo se reiterou também a menorização da participação do pessoal não docente, já expressa na votação para o Senado Académico. Desconhecendo-se qual o princípio subjacente àquela inclusão, com poderes não conferidos por lei, face à exclusão desta outra, na decisão tomada na Assembleia Estatutária.
Ora, tendo os representantes dos funcionários intervido activamente no processo de audição do Senado Universitário, e apresentado ainda à Assembleia um documento de trabalho, contendo os fundamentos da sua posição, parece ser de concluir que os mecanismos de audição, estabelecidos na lei e difundidos institucionalmente, constituem, afinal, meros exercícios de encenação, sem qualquer efeito útil.
Os representantes dos funcionários da Universidade do Minho repudiam esta manifestação de desinteresse na sua participação e contributo nos futuros órgãos da instituição, estando certos que poderiam contribuir para o enriquecimento dos mesmos.
Noutra instância, salientam, ainda, o facto de os seus direitos e interesses estarem a ser fortemente penalizados, nos últimos anos, com particular incidência na desigualdade de tratamento que têm sofrido (designadamente face aos funcionários docentes) na abertura de concursos de progressão nas suas carreiras, “congeladas” há cerca de quatro anos, sendo, assim, as primeiras vítimas, e alvo privilegiado das políticas de contenção e saneamento financeiro da Universidade do Minho, que neste particular “antecipou” qualquer recomendação da tutela. E evidenciam, ainda, a ausência de critérios uniformes para a avaliação do desempenho, aliada a um completo desconhecimento, na atribuição do reconhecimento da menção de “Excelente”, de uma qualquer caracterização dos respectivos fundamentos, com expressão relevante e efectiva no contexto dos serviços.
Pese embora tal situação, os Representantes dos funcionários continuarão a respeitar o mandato que lhes foi conferido pelos seus pares, colaborando activamente no processo de audição para a elaboração dos novos Estatutos da Universidade do Minho, com o sentido de responsabilidade e empenhamento institucional que os tem movido.
Braga, 3 de Abril de 2008
Os Representantes dos Funcionários não Docentes da Universidade do Minho
Foi ainda excluído daquele órgão todo um vasto conjunto de docentes, titulares do grau de doutor, mas que não reúnam os requisitos para serem presidentes das unidades orgânicas/presidentes dos conselhos científicos/presidentes dos conselhos pedagógicos.
Acresce que a constituição deste órgão não contempla representantes eleitos directamente, restringindo-se os seus membros a titulares de cargos, ou seja, a membros por inerência.
Em devido tempo, e de forma reiterada, tomamos posição sobre o Senado Académico, tendo fundamentado devidamente a concepção que preconizamos, designadamente, em princípios estruturantes da gestão democrática e numa actividade interpretativa do normativo legal que prevê a criação deste órgão, enquanto instância de coesão universitária (tendo sido afastada, na Assembleia da República, a proposta governamental de mera existência de um “Conselho”, com funções científicas e pedagógicas).
A despeito disto, porém, alguns membros da Assembleia, atidos a um programa eleitoral que não perfilhava tal concepção, alheados de um sentido de convergência com outras sensibilidades e tendências no seio da mesma Assembleia, fizeram vingar a sua proposta, através da conjugação dos seus votos com os dos representantes dos estudantes.
Ora, atento o teor do aprovado, constata-se que pese embora tal posição assentar numa peculiar interpretação do conceito de “coesão universitária” - restrita a aspectos científicos e pedagógicos, destituída das vertentes culturais e disciplinares, enunciadas na lei como parte integrante da autonomia académica - o que justificaria o afastamento dos funcionários, aprovou-se, afinal, a composição de um Senado Académico, com a inclusão de figuras, tais como o Presidente da Associação Académica da Universidade do Minho (figura não referida em qualquer disposição dos RJIES), o Administrador (que poderá ser escolhido de entre pessoas sem vínculo à instituição) e o Presidente do Conselho Cultural.
Além do mais, tendo sido anunciado que o acento tónico desta posição derivava das competências idealizadas para o órgão, e suas comissões, o que se constata é que essas competências sequer foram devidamente definidas.
Por outro lado, no que ao Conselho de Gestão se refere, a lei estabelece que este deverá incluir necessariamente, além do Reitor, que preside, um Vice-Reitor e o Administrador, prevendo-se, ainda, num segundo preceito, a possibilidade de participação, sem direito a voto, de representantes dos estudantes e do pessoal não docente. Porém, verifica-se que a Assembleia Estatutária, aqui extravasando da cláusula legal, decidiu integrar “um estudante proposto pela Associação Académica”, como membro efectivo, e com poder de decisão.
A representação dos funcionários sequer é mencionada, aparecendo, quando muito, na bondade da interpretação, diluida na expressão indeterminada de “outros membros da comunidade académica”.
Donde, para a Assembleia Estatutária, na composição de um órgão de governo competente para a condução da gestão administrativa, patrimonial e financeira, bem como, para a gestão de recursos humanos, é (muito) mais importante o contributo do estudante indicado pela AAUM, do que a de um funcionário da Universidade. Ou seja, já não prevaleceu o disposto na lei e na nova “lógica” de tipologia e funcionamento dos órgãos, como tem sido invocado, no que à participação dos estudantes (“adaptada” para representante da AAUM), diz respeito.
E deste modo se reiterou também a menorização da participação do pessoal não docente, já expressa na votação para o Senado Académico. Desconhecendo-se qual o princípio subjacente àquela inclusão, com poderes não conferidos por lei, face à exclusão desta outra, na decisão tomada na Assembleia Estatutária.
Ora, tendo os representantes dos funcionários intervido activamente no processo de audição do Senado Universitário, e apresentado ainda à Assembleia um documento de trabalho, contendo os fundamentos da sua posição, parece ser de concluir que os mecanismos de audição, estabelecidos na lei e difundidos institucionalmente, constituem, afinal, meros exercícios de encenação, sem qualquer efeito útil.
Os representantes dos funcionários da Universidade do Minho repudiam esta manifestação de desinteresse na sua participação e contributo nos futuros órgãos da instituição, estando certos que poderiam contribuir para o enriquecimento dos mesmos.
Noutra instância, salientam, ainda, o facto de os seus direitos e interesses estarem a ser fortemente penalizados, nos últimos anos, com particular incidência na desigualdade de tratamento que têm sofrido (designadamente face aos funcionários docentes) na abertura de concursos de progressão nas suas carreiras, “congeladas” há cerca de quatro anos, sendo, assim, as primeiras vítimas, e alvo privilegiado das políticas de contenção e saneamento financeiro da Universidade do Minho, que neste particular “antecipou” qualquer recomendação da tutela. E evidenciam, ainda, a ausência de critérios uniformes para a avaliação do desempenho, aliada a um completo desconhecimento, na atribuição do reconhecimento da menção de “Excelente”, de uma qualquer caracterização dos respectivos fundamentos, com expressão relevante e efectiva no contexto dos serviços.
Pese embora tal situação, os Representantes dos funcionários continuarão a respeitar o mandato que lhes foi conferido pelos seus pares, colaborando activamente no processo de audição para a elaboração dos novos Estatutos da Universidade do Minho, com o sentido de responsabilidade e empenhamento institucional que os tem movido.
Braga, 3 de Abril de 2008
Os Representantes dos Funcionários não Docentes da Universidade do Minho
Mariano Gago desconhece desemprego nos licenciados

Reagindo ao estudo da OCDE sobre a evolução do Ensino Superior, e que conclui que o investimento português no sector caiu a pique entre 1995 e 2004, o ministro Mariano Gago disse que “quase não há desemprego entre licenciados”, ignorando os números oficiais que dizem que o desemprego entre os licenciados duplicou nos últimos cinco anos, e que hoje são já 60 mil licenciados no desemprego.
Entre 1995 e 2004, o desinvestimento do Estado português no Ensino Superior foi dos maiores entre os 24 países da OCDE. O aumento da procura não foi acompanhado do aumento do dinheiro investido e quem pagou a diferença foram os estudantes e as famílias, através das propinas. O estudo da OCDE diz ainda que Portugal é dos países onde as desigualdades socioeconómicas mais se fazem sentir no acesso ao Ensino Superior.
Estes dados vêm dar razão aos protestos dos estudantes, que sempre acusaram os sucessivos governos de utilizarem as receitas das propinas para taparem o "buraco" orçamental no Ensino Superior, ao invés de aumentar a qualidade do ensino.
A reacção do ministro Mariano Gago foi a de desvalorizar estas conclusões. "Verifica-se que, se é que o financiamento público decresceu ligeiramente em Portugal na última década, também aumentou significativamente a possibilidade de as instituições do ensino superior atraírem investimentos privados, coisa que não acontecia em Portugal há uma década atrás", disse o ministro do Ensino Superior.
Em declarações à Rádio Renascença, Mariano Gago disse mesmo que " “quase não há desemprego entre licenciados”. Para o ministro, “o número de profissionais que sai dos cursos superiores todos os anos para o mercado de trabalho não chega e são todos absorvidos pelo mercado”.
Mas as palavras de Mariano Gago não têm correspondência na realidade dos números do desemprego: o Instituto Nacional de Estatística diz que o desemprego entre os licenciados duplicou nos últimos cinco anos, e que hoje são já 60 mil licenciados no desemprego.
31 março 2008
Três docentes em greve na UBI a partir de segunda-feira
O Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNES) emitiu novo pré-aviso de greve com efeitos a partir de 31 de Março, relacionado com o funcionamento do Departamento de Ciências do Desporto da Universidade da Beira Interior. Três docentes que prestam serviço no âmbito do 4º ano da licenciatura estarão em greve às aulas e avaliações incluindo a participação em júris, refere o SNES adiantando que a greve se prolonga por tempo indeterminado.
Trata-se do segundo pré-aviso de greve emitido este semestre. O primeiro acabou por ser anulado “quando o reitor, perante uma reunião com alunos e docentes do departamento, admitiu receber o sindicato no dia 12 de Março, o que não se veio a concretizar”.
No comunicado, distribuído esta semana, o SNES reitera a disponibilidade “para alcançar um entendimento” tendo comunicado a sua intenção à Associação Académica da Universidade da Beira Interior na falta de respostas por parte da reitoria. Segundo o SNES, o objectivo é “discutir um conjunto de pontos” não especificado com a reitoria, “de forma a evitar que os conflitos ocorridos se repitam” no próximo ano lectivo.
“Os trabalhadores aderentes à greve manter-se-ão nas instalações da UBI nas horas de aulas abrangidas pela greve para cumprimento de serviços mínimos ligados à segurança das instalações e do material e para apoio aos alunos”, acrescenta o SNES.
Contactado pelo Diário XXI, o Reitor da UBI confirma a existência de uma reunião com os três docentes, entre os quais a delegada sindical, e os alunos na sala do Senado no início de Março mas nega que tenha prometido receber a direcção do SNES. Manuel Santos Silva lembra que o Sindicato interpôs cerca de uma dezena de acções judiciais contra a UBI sublinhando que não lhe compete a ele retirar processos judiciais e disciplinares em curso. “Os processos disciplinares têm instrutores nomeados e quanto aos processos os advogados de ambas as partes devem entender-se”, afirma o reitor.
“MAIS PREOCUPADO COM OS ALUNOS”
Mais preocupado com os alunos do que com o conflito com o SNES, Manuel Santos Silva adianta que foram convidados a frequentar disciplinas adequadas ao Processo de Bolonha e a apresentarem projectos garantindo a UBI o respectivo acompanhamento. Na próxima segunda-feira, Manuel Santos Silva e os responsáveis pelo Departamento farão a avaliação da situação quanto ao número de inscritos nas cadeiras adequadas a Bolonha do primeiro e segundo ciclo e dos projectos apresentados pelos alunos.
http://www.diarioxxi.com/?lop=artigo&op=d645920e395fedad7bbbed0eca3fe2e0&id=d269d2879d38da48991e43c3d3b66664
Trata-se do segundo pré-aviso de greve emitido este semestre. O primeiro acabou por ser anulado “quando o reitor, perante uma reunião com alunos e docentes do departamento, admitiu receber o sindicato no dia 12 de Março, o que não se veio a concretizar”.
No comunicado, distribuído esta semana, o SNES reitera a disponibilidade “para alcançar um entendimento” tendo comunicado a sua intenção à Associação Académica da Universidade da Beira Interior na falta de respostas por parte da reitoria. Segundo o SNES, o objectivo é “discutir um conjunto de pontos” não especificado com a reitoria, “de forma a evitar que os conflitos ocorridos se repitam” no próximo ano lectivo.
“Os trabalhadores aderentes à greve manter-se-ão nas instalações da UBI nas horas de aulas abrangidas pela greve para cumprimento de serviços mínimos ligados à segurança das instalações e do material e para apoio aos alunos”, acrescenta o SNES.
Contactado pelo Diário XXI, o Reitor da UBI confirma a existência de uma reunião com os três docentes, entre os quais a delegada sindical, e os alunos na sala do Senado no início de Março mas nega que tenha prometido receber a direcção do SNES. Manuel Santos Silva lembra que o Sindicato interpôs cerca de uma dezena de acções judiciais contra a UBI sublinhando que não lhe compete a ele retirar processos judiciais e disciplinares em curso. “Os processos disciplinares têm instrutores nomeados e quanto aos processos os advogados de ambas as partes devem entender-se”, afirma o reitor.
“MAIS PREOCUPADO COM OS ALUNOS”
Mais preocupado com os alunos do que com o conflito com o SNES, Manuel Santos Silva adianta que foram convidados a frequentar disciplinas adequadas ao Processo de Bolonha e a apresentarem projectos garantindo a UBI o respectivo acompanhamento. Na próxima segunda-feira, Manuel Santos Silva e os responsáveis pelo Departamento farão a avaliação da situação quanto ao número de inscritos nas cadeiras adequadas a Bolonha do primeiro e segundo ciclo e dos projectos apresentados pelos alunos.
http://www.diarioxxi.com/?lop=artigo&op=d645920e395fedad7bbbed0eca3fe2e0&id=d269d2879d38da48991e43c3d3b66664
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